Minas Gerais atinge a marca de três milhões de Carteiras de Identidade Nacional emitidas

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Mais de três milhões de mineiros já tiraram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Isso equivale a mais do que a população da capital, Belo Horizonte, e coloca a estado na liderança entre todas as 27 unidades da federação. O número é impulsionado pelos jovens de 15 a 19 anos, de longe o grupo etário que mais procurou o serviço, com 11,22% das emissões. Estes jovens vão poder usufruir da segurança e facilidades da integração da CIN com o GOV.BR, que é desenvolvido pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

“No futuro, a nova identidade vai ser o único documento que os brasileiros vão precisar portar”, explica o secretário de governo digital, Rogério Mascarenhas. O secretário comemorou o número atingido por Minas Gerais e a adesão do estado à novas tecnologias e ao governo digital. “Minas é recordista em emissões e está à frente de outros estados mais populosos. Isso demonstra que tanto o governo quanto a população enxergam as vantagens da CIN e da digitalização de serviços públicos em geral”, ressalta Rogério.

Minas Gerais tem cerca de 500 postos de identificação espalhados por seus 853 municípios e esse número está em constante expansão, de acordo com a Polícia Civil do estado (PCMG). O órgão de segurança também faz parcerias com Câmaras Municipais, Prefeituras e Cartórios de Registro Civil para interiorizar o atendimento, além de ter criado um grupo móvel para atender projetos sociais e chegar a locais mais remotos.

Um local popular para tirar o documento são as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). A Secretaria de Planejamento ampliou o número delas em 26% desde o início de 2024, quando a emissão da CIN começou no estado. Apenas a UAI Praça Sete, em Belo Horizonte, disponibiliza dois mil agendamentos por dia e o número total de vagas diárias nas unidades aumentou de cinco para 11 mil em pouco mais de um ano.

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Foi na Unidade de Atendimento Integrado de Barreiro, na capital mineira, que a professora de yoga Verônica Bethônico (49) tirou sua nova carteira de identidade. Ela diz que conseguiu agendar rapidamente o atendimento porque a funcionária da UAI orientou que ela entrasse no site bem cedo pela manhã, já que a procura é grande desde o início de 2024.

Verônica tirou a CIN em fevereiro de 2025, após ir ao Detran fazer a carteira de motorista e descobrir que seu RG estava vencido. A primeira diferença notada foi no atendimento. “A gente não precisa levar foto, a foto é feita lá na hora. E as impressões digitais também não usam mais aquela tinta chatinha, né? É digitalizado, observa a professora.

Ela também comentou sobre o QR Code no documento e diz ter gostado das opções de colocar na CIN outras informações e documentos. Ela não sabia previamente dessa novidade, mas, quando foi questionada pelo atendente, escolheu informar que é doadora de órgãos. Mas o título de eleitor e outros números, ela não conseguiu inserir, já que não tinha levado os documentos para o atendimento.

Outro recurso que a professora ainda não conseguiu usar é a versão digital da carteira de identidade, mas essa por esquecimento mesmo. Meu pai esteve internado por um bom tempo, eu tinha que ir lá visitá-lo na Santa Casa e uma vez eu esqueci o documento. Tive que voltar para casa porque não lembrei que tinha o digital no celular”, explica ela. “a gente fica desacostumado de usar essa coisa da tecnologia, acostumado com o papel.

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O que muda com a nova identidade

Em todo o país, a CIN já foi emitida para mais de 24,1 milhões de pessoas. O objetivo é chegar a 130 milhões identidades emitidas até o final de 2026, o que vai aumentar a segurança para a população e para o governo, além de melhorar a prestação de serviços públicos.

A emissão da nova carteira de identidade automaticamente garante nível ouro aos cidadãos e cidadãs dentro do GOV.BR, dando acesso a todos os mais de 4500 serviços da plataforma, como assinatura digital de documentos com validade jurídica e realização de prova de vida.

A CIN utiliza apenas o CPF como número unificado de identificação, o que evita a emissão por fraudadores de um registro em cada estado do Brasil, bem como a repetição de carteiras com o mesmo número em diferentes unidades da federação.

Além de dificultar fraudes, o novo documento também permite a inclusão de outros registros da pessoa, como Carteira de Motorista, Carteira de Trabalho, Título de Eleitor e Certificado Militar, além de informações como tipo sanguíneo, fator RH, opção por ser doador de órgão e até condições de saúde, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiências auditiva, visual, física e intelectual.

No futuro, essa unificação de dados e cadastros vai permitir que quem tiver direito a um serviço ou benefício não precise procurar o Estado. “O cidadão poderá ser identificado de forma mais segura e o serviço chegará até ele”, explica o secretário Rogério Mascarenhas.

Em caso de dúvidas sobre a nova identidade, acesse gov.br/identidade 

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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