MinC participa de oficina nacional voltada aos povos do campo, das águas e das florestas

Foto: Filipe/MinC

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O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), participou nesta quinta-feira (12) da abertura da Oficina Nacional de Agentes Culturais do Campo, das Águas e das Florestas, realizada na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília (DF).

Representaram o MinC a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, e o diretor de Culturas Populares e Tradicionais, Tião Soares.

A oficina reúne mais de 80 agentes culturais, movimentos sociais, organizações populares, pesquisadores e representantes institucionais de todas as regiões do país para debater e construir propostas para um Programa Nacional de Arte e Cultura dos Povos do Campo, das Águas e das Florestas.

Durante a atividade, Márcia destacou a importância da parceria entre o Ministério da Cultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Incra para fortalecer a cultura como eixo estratégico de desenvolvimento dos territórios.

“Estamos fortalecendo uma parceria importante, com o MDA e o Incra assumindo a cultura como uma vertente estratégica de desenvolvimento agrário. Também avançamos com os pontões ligados às águas, ao campo e às florestas, além da criação de um novo colegiado no Conselho Nacional de Políticas Culturais. É um momento de construção de política pública e de reconhecimento dos mestres e das mestras das culturas tradicionais e populares.”

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O diretor de Culturas Tradicionais e Populares do MinC, Tião Soares, ressaltou o caráter histórico da construção do programa nacional.

“A cultura popular brota do chão e floresce em cada região. Essa luta que se deságua nesses diversos afluentes, confluem-se na formalização de um programa nacional da cultura do campo das águas e das florestas. Representa um sonho acalentado e discutido há vários anos. Portanto este é um momento social e histórico, social e, quiçá, de reparação social, porque o povo do campo, a cultura do campo, assim como as culturas papulares sempre ficaram à margem de todas as políticas. Então hoje a gente garante um lugar das culturas tradicionais e populares na política cultural do Brasil e, mais que isso, precisamos avançar mais com garantias de cifras orçamentárias.”

A programação segue até o próximo sábado (14), com mesas de debate, grupos temáticos e plenárias de sistematização das propostas construídas pelos participantes.

Fonte: Ministério da Cultura

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