O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Economia Criativa (SEC), realizou nos dias 5 e 6 de maio, em Goiânia (GO), mais uma etapa regional do Fórum Brasil Criativo, em articulação com o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa Centro-Oeste.
O encontro reuniu agentes culturais, gestores públicos, pesquisadores e empreendedores da região em uma programação voltada ao fortalecimento das políticas públicas e ao desenvolvimento dos ecossistemas culturais e criativos.A iniciativa contou com a parceria do Sebrae e organização do Instituto BR, sendo realizada nas instalações da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Goiás (ADUFG).
A abertura do evento teve apresentação da Orquestra e Coro Sinfônico de Goiânia, sob regência do maestro Eliseu Ferreira. O Fórum Centro-Oeste reuniu representantes do Ministério da Cultura, do Instituto Federal de Goiás, da Sudeco, do Governo do Estado de Goiás, da Prefeitura de Goiânia e do Sebrae Goiás.
A palestra de abertura foi ministrada pela professora Flávia Cruvinel, da Universidade Federal de Goiás, com o tema Formação, Qualificação e Capacitação para Trabalhadores Culturais e Criativos, sob mediação da secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão. “Estamos falando de trabalhadores da cultura, não apenas de fazedores de cultura. Estamos lutando para garantir a existência e o reconhecimento desses trabalhadores. Somos trabalhadores e exigimos esse status, com direitos assegurados. Muitas das profissões ligadas à economia criativa ainda não são reconhecidas oficialmente. As classificações nacionais das atividades econômicas não acompanham a velocidade com que novas ocupações surgem. Essa é uma dinâmica própria do setor criativo. Por isso, é tarefa da Secretaria de Economia Criativa avançar junto ao Ministério do Trabalho e Emprego na ampliação da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Estamos falando de trabalho, ocupação, atividade econômica, PIB, IDH. Estamos falando de economia”, afirmou.
Durante o encontro, quatro mesas temáticas aprofundaram os debates sobre articulação dos ecossistemas culturais e criativos, impactos da reforma tributária no setor, modelos de financiamento e leis de incentivo à cultura, além do audiovisual como vetor estratégico de desenvolvimento econômico.
As discussões reafirmaram a importância da cooperação entre poder público, sociedade civil e iniciativa privada para o fortalecimento das cadeias produtivas da cultura nos territórios.
No segundo dia, a programação foi dedicada à Oficina Brasil Criativo, espaço de escuta ativa voltado à construção do Plano Nacional de Economia Criativa e do PNAB-EC. Organizados em grupos, os participantes contribuíram com propostas estruturadas em oito eixos estratégicos, abrangendo desde dados, observatórios e monitoramento até diversidade cultural, inclusão socioprodutiva e sustentabilidade.
Ao longo do dia, foi realizada a construção coletiva da Carta da Região Centro-Oeste em apoio à Economia Criativa, consolidando diretrizes e recomendações do território.
A programação incluiu ainda visitas técnicas a iniciativas locais de economia criativa, como a Casa THEAR, ponto de cultura que articula moda autoral, arte e práticas contemporâneas sob direção criativa de Theodora Alexandre, e a Instituto Educação Cultura e Vida, referência em Hip Hop e formação artística em Goiás. As visitas promoveram a conexão entre os debates do Fórum e experiências concretas do território goiano.
O ciclo de encontros será encerrado no Rio de Janeiro, nos dias 17 e 18 de junho, com o último Fórum Brasil Criativo – Região Sudeste, fortalecendo o diálogo com a sociedade civil e contribuindo para a formulação de políticas públicas mais inclusivas e alinhadas às realidades locais.
Fonte: Ministério da Cultura



















