A ministra da Cultura, Margareth Menezes, segue cumprindo agenda na região Nordeste. Nesta quinta-feira (14), no Rio Grande do Norte, ela assinou a autorização que cria cinco novos CEUs da Cultura no estado. O evento aconteceu no Teatro Alberto Maranhão. Serão investidos cerca de R$10 milhões nas obras que instaladas em regiões do estado que carecem desses espaços.
“Esses espaços culturais entregues estão em áreas que realmente necessitam deles, como está sendo em todo o Brasil. Nós queremos ativar esses locais para que eles sejam ocupados pela comunidade e pelos artistas, gerando emprego e renda através da economia criativa”, destacou a ministra.
Ela ressaltou que o setor cultural está sentindo os impactos positivos dos investimentos e entregas realizados, e que quando se investe em cultura, está se investindo em gente. “Tudo que está acontecendo já é uma respostas das políticas culturais melhorando as vidas das pessoas. Nós estamos com uma política de investimento direto do Governo Federal, que é a Política Aldir Blanc, chegando a todos os estados e a todas as cidades”.
Os CEUs da Cultura estão distribuídos nos municípios de Currais Novos, Macaíba, Mossoró, Natal e São Gonçalo do Amarante. O estado conta com quatro unidades do CEU das Artes, sendo duas no município de Natal e outras duas nos municípios de Ceará-Mirim e Parnamirim.
Esses espaços comunitários são focados em levar atividades de arte, educação, trabalho e lazer a áreas de vulnerabilidade social. Com estrutura de 300 a 500m², integra bibliotecas, estúdios, incubadoras culturais e cineteatros para promover a diversidade cultural, sendo parte do Novo PAC.
Através deles, acontece a democratização do acesso à arte, educação e qualificação profissional. Hoje, eles são responsáveis pela transformação social nas periferias, fortalecimento das identidades locais, geração de trabalho e renda e inclusão social para jovens e crianças.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, ressaltou a importância dessa proximidade que vem sendo estabelecida entre o Governo do Brasil e os estados no sentido de fortalecer cada vez mais as políticas culturais.
CLIP
Nesta quinta-feira, além da autorização da criação dos CEUs, foi lançado, também em parceria com o MinC, o Circuito Literário Potiguar (CLIP), algo que a governadora descreveu como um sonho que se tornou realidade.
A iniciativa conta com um investimento total de R$ 2,2 milhões e será dividida em duas etapas: um circuito itinerante por 15 municípios e um evento final em Natal. O objetivo é ampliar o letramento e preencher a lacuna de eventos literários no estado.
“Meu coração de professora está em festa hoje. Imagina a minha alegria de lançar o Circuito Literário Potiguar tendo a presença da ministra. Um investimento de mais de R$2 milhões. Esse circuito é um incentivo, um estímulo do fomento ao livro e à leitura em todo o estado”, definiu.
A secretária estadual de Cultura, Mary Land Brito, ressaltou que o CLIP será fundamental na interiorização do conhecimento. “Isso é levar o livro para o interior e, através desses circuitos, promovermos o incentivo à leitura e à valorização do saber”, frisou.
Também presente no evento, o secretário de formação artística e cultural, livro e leitura do MinC, Fabiano Piúba, em seu discurso ressaltou que esse movimento é fundamental para garantir a leitura como um direito social.
“Paulo Freire diz que a gente aprendeu a ler para escrever a nossa própria história. Conceição Evaristo traz o conceito de escrevivência, que é escrever, viver e viver a própria história. Uma canção cantada na voz da nossa ministra diz ‘vou aprender a ler para ensinar meus camaradas’. Por isso, a leitura é um direito social e uma prática de liberdade”, afirmou.
A primeira fase do projeto está prevista para junho e julho deste ano. O cronograma inclui passagens por cidades como Apodi, Mossoró, Pau dos Ferros, Umarizal, Macau, Assú, Caicó e Currais Novos. Em julho, as atividades seguem para Ceará-Mirim, João Câmara, Nova Cruz, Santa Cruz, Angicos, São Paulo do Potengi e Parnamirim.
Cada cidade do circuito receberá ainda duas oficinas com duração de até seis horas, mesas de conversa, saraus e apresentações de artistas locais. Os temas das oficinas foram definidos através de consulta às secretarias municipais de cultura para identificar demandas locais específicas.
Fonte: Ministério da Cultura

























