Movimentos LGBTQIAPN+ constroem marco histórico pela igualdade racial na 5ª Conapir

Foto: Bruno Fernandes/MIR

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Pela primeira vez na história da Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), pessoas membras do movimento LGBTQIAPN+ organizaram uma atividade plenária autogestionada dedicada exclusivamente às pautas do grupo. Nesta quarta-feira (17), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, onde acontece a 5ª Conapirvozes diversas fortaleceram alianças em torno da luta por dignidade, respeito e justiça social para os diferentes públicos da Conferência. 

No terceiro dia do encontro, no Auditório Alvorada, pessoas delegadas de todo o país afirmaram uníssonas: “as gays, as bis, as trans, as sapatão, estamos todas organizadas para fazer revolução!” 

Essa plenária inédita contou com a presença de representantes LGBTQIAPN+ de povos e comunidades tradicionais, quilombolas, povos indígenas, ciganos e povos de matriz africana, além de pessoas negras das periferias urbanas. O espaço consolidou a compreensão de que a luta contra o racismo está profundamente ligada à defesa das identidades de gênero e orientações sexuais diversas. 

Memória e resistência As falas das pessoas presentes trouxeram a urgência de enfrentamento às múltiplas violências que marcam a vida da população LGBTQIAPN+, especialmente quando atravessadas pelo racismo. Foram lembrados episódios históricos de resistência e luta, citando nomes como Madame Satã, Tibira, Joãozinho da Goméia e Xica Manicongo, conhecidos símbolos de coragem frente à opressão e à tentativa de apagamento histórico. 

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Além disso, durante as falas, as pessoas participantes denunciaram os altos índices de assassinatos de mulheres trans, a discriminação de gays e lésbicas que não se enquadram nos padrões heteronormativos, as barreiras enfrentadas por pessoas não binárias, além da exclusão de pessoas LGBTQIAPN+ pretas e de comunidades tradicionais nos espaços de trabalho, educação e participação política. 

Políticas públicas e aliançasO coordenador nacional de políticas LGBTQIAPN+ do Movimento Negro Unificado, Ermeval Bomfim, acredita que a conquista desta plenária foi resultado de um processo preparatório fundamental. “Pudemos norsorganizar em decorrência da etapa Temática da Conferência para a comunidade LGBTQIAPN+, organizada com apoio dos Conselhos Estaduais de Igualdade Racial e da Comissão Organizadora Nacional [do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial]”, pontuou. 

Como encaminhamento, os participantes deliberaram sobre a necessidade de políticas públicas específicas para a população LGBTQIAPN+ com recorte de raça, cor e etnia, reafirmando o compromisso de enfrentar o racismo estrutural em sua interseção com a LGBTfobia. 

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“A realização dessa primeira plenária LGBTQIAPN+ na Conapir é um marco que fortalece a democracia brasileira, amplia a participação social e reafirma o papel do Ministério da Igualdade Racial como articulador de políticas públicas que reconhecem e respeitam a pluralidade da sociedade brasileira”, colocou a artista e ativista Lohanna Santos. 

Um eco coletivo – O encerramento da plenária se transformou em cortejo político-cultural dentro do Centro de Convenções: dezenas de gritos de vitória e afirmação da vida, celebraram a aliança que uniu a luta antirracista e a luta pela diversidade sexual e de gênero. 

Fonte: Ministério da Igualdade Racial

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