Pacientes e funcionários comemoram a reabertura de emergências em hospitais do Rio

Ana Carla Albuquerque é gerente de enfermagem do Hospital Federal Cardoso Fontes e comemora a abertura da emergência (Foto: Victor Gautier/MS)

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A reabertura das emergências dos hospitais federais do Andaraí (HFA) e Cardoso Fontes (HFCF) foi comemorada por pacientes e funcionários das unidades. Os espaços foram reativados nesta segunda-feira (3), como parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro.

A dona de casa Elaine Torres acompanhou um paciente logo nas primeiras horas da manhã. Para ela, a reabertura traz grandes impactos à população carioca. “No momento que eu mais precisei, foi a emergência que me atendeu. Estamos sendo muito bem atendidos e isso é um ganho para a comunidade”, comentou.

Na mesma linha, a cabeleireira Priscile Cristine Lopes avaliou que o reforço no Sistema Único de Saúde (SUS) beneficia a população mais carente. “Com mais uma emergência, acredito que vai ajudar a melhorar ainda mais o atendimento na cidade”, ponderou.

A gerente de enfermagem do HFCF, Ana Carla Albuquerque, explicou que a abertura da emergência amplia o acesso do usuário à assistência imediata. “Vai contribuir para que toda a clientela seja bem assistida e que nós possamos ofertar uma assistência em saúde de qualidade. Isso é importante para a região e para a comunidade. É uma satisfação muito grande, estou muito motivada e empenhada em fazer um bom trabalho”, salientou.

A coordenadora de enfermagem da clínica médica, Gláucia Araújo, por sua vez, defende que o Plano de Reestruturação é essencial para trazer investimentos para as  unidades federais e que as mudanças já estão sendo percebidas pelos pacientes.

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“Fico muito feliz em fazer parte desse momento de mudança, de reestruturação, até por conta da população que está sendo melhor atendida. O que a gente deseja é oferecer um atendimento seguro para a população. Os hospitais federais realmente precisavam desse apoio para poder abrir novos leitos, ter mais cirurgias, atendimentos de emergência, atendimentos de clínica médica, e cirúrgicos”, frisou.

“Grande entrega”

A diretora do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) do Ministério da Saúde, Teresa Navarro Vannucci, considera que a reabertura das emergências é uma “grande entrega” da reestruturação.

“Esse ganho é enorme para a cidade. A gente vai conseguir desafogar um pouco as outras emergências e dar uma condição melhor de tratamento. Agora, as emergências já estão oficialmente abertas e quem precisar de atendimento de emergência já pode procurar. Eles já estão de prontidão. É só pedir”, comemorou.

O HFA e o HFCF tiveram a gestão descentralizada em dezembro de 2024 em ato assinado pelo presidente Lula e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, no Palácio do Planalto, em Brasília. A meta é dobrar o número de atendimentos.

O Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões à prefeitura. Além desse pagamento, está prevista a incorporação de R$ 610 milhões de teto MAC (atendimento de média e alta complexidade) para a cidade do Rio de Janeiro.

Reestruturação

Ao todo, quatro unidades federais já iniciaram o Plano de Reestruturação. Além do HFA e do HFCF, os hospitais federais de Bonsucesso (HFB) e Servidores do Estado (HFSE) já começaram o processo.

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A unidade de Bonsucesso é administrada pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) desde outubro de 2024. Entre as ações mais recentes, está a contratação de 2 mil funcionários, a abertura de 218 leitos e o investimento de R$ 30 milhões em compra de equipamentos.

O HFSE iniciou estudos para a fusão com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Com a integração, serão 500 leitos à disposição do sistema de saúde. Além disso, haverá maior capacidade de qualificação para os profissionais com a abertura de novas vagas de residência médica.

No caso da unidade da Lagoa, há uma proposta em andamento com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para integração do Instituto Fernandes Figueira (IFF) com o hospital. Já o Hospital de Ipanema está passando por ações de construção para modernização e melhorias nos próximos meses.

Servidores

A reestruturação em curso garante todos os direitos dos servidores dessas unidades hospitalares. Haverá um processo de movimentação voluntária dos profissionais, que respeitará a opção deles por outros locais de trabalho.

A pasta da Saúde criou um canal de atendimento para tirar dúvidas dos servidores sobre o plano de movimentação. Os questionamentos são recebidos por e-mail e respondidos pela Coordenação de Gestão de Pessoas do DGH. Ao todo, as unidades federais possuem 7 mil servidores efetivos e 4 mil temporários. 

Otávio Augusto
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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