Papa Leão XIV nomeia Dom Mário o novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida – SP

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A Arquidiocese de Cuiabá recebeu, hoje, segunda-feira (2), a mensagem de despedida de seu arcebispo, Dom Mário Antonio da Silva, que conclui sua missão episcopal na capital mato-grossense após a inesperada nomeação do Papa Leão XIV para uma nova missão na Igreja. Ele permanece em Cuiabá até o mês de abril. Em tom de gratidão, fé e esperança, o pastor dirigiu-se aos presbíteros, diácono, religiosos e religiosas, seminaristas e a todos os leigos e leigas, recordando os quatro anos de caminhada na baixada cuiabana.

Logo no início da mensagem, Dom Mário expressou que seu coração está “profundamente marcado” por este novo tempo e destacou a comunhão vivida com o povo cuiabano. “Foram anos marcados por fé viva, comunhão fraterna e serviço generoso, nos quais caminhamos juntos como Igreja peregrina”, afirmou.

Durante seu ministério, o arcebispo buscou viver o lema episcopal “Testemunhar e Servir”, inspirado na Palavra de Deus: “Vós sois minhas testemunhas” (At 1,8). Segundo ele, esta foi a orientação constante de sua missão: anunciar Cristo Ressuscitado e servir com espírito missionário.

Dom Mário agradeceu pela vivência intensa da fé na arquidiocese, recordando as celebrações dos sacramentos, especialmente as Crismas, as festas dos padroeiros, as ordenações presbiterais e os diversos encontros pastorais que fortaleceram a comunhão eclesial. Também ressaltou a convivência fraterna com o clero, os seminaristas, a vida consagrada e os leigos, reconhecendo o aprendizado e a generosidade de todos. “Com vocês muito aprendi e vou sentir saudades”, destacou.

Em sua despedida, confiou toda a Igreja local ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, pedindo que continue sendo fonte de esperança, consolo e fortaleza para as famílias e comunidades. Ao situar a mensagem no contexto do tempo quaresmal, recordou o chamado à conversão, à oração, ao jejum e à caridade, preparando os fiéis para a celebração da Páscoa. Citando a Segunda Carta a Timóteo — “Se morremos com Cristo, com Ele viveremos” (2Tm 2,11) —, reforçou a centralidade da esperança cristã.

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Por fim, Dom Mário assegurou que leva consigo cada gesto de carinho, oração e bênção recebida ao longo do episcopado em Cuiabá. Exortou os fiéis a permanecerem firmes na fé, perseverantes na caridade e alegres na esperança, recordando a promessa de Cristo: “Eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28,20).

A despedida marca o encerramento de um ciclo pastoral vivido em espírito sinodal e deixa como legado o testemunho de proximidade, serviço e comunhão na Igreja cuiabana. Ao mesmo tempo, a Igreja de Cuiabá permanece com o arcebispo até os próximos dias, para realizar sua missão à frente da capital até que um novo administrador seja enviado.

Santuário Nacional Aparecida – A decisão ocorre após o Santo Padre acolher o pedido de renúncia de Dom Orlando Brandes, apresentado conforme estabelece o Código de Direito Canônico, que orienta os bispos a oferecerem sua renúncia ao completar 75 anos (cân. 401 §1). Na ocasião em que atingiu essa idade, o Papa Francisco, então Pontífice, pediu que Dom Orlando permanecesse por mais cinco anos à frente da Arquidiocese de Aparecida, prolongando seu pastoreio na Igreja particular confiada aos seus cuidados.

Atualmente arcebispo de Cuiabá (MT), Dom Mário tem sua trajetória marcada pela dedicação à missão evangelizadora e pela proximidade com as realidades pastorais do Centro-Oeste brasileiro. Seu lema episcopal, “Testificari et ministrare” (“Testemunhar e Servir” em latim), sintetiza a identidade do discípulo missionário, chamado a anunciar Cristo com a vida e a colocar-se a serviço do povo de Deus.

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Como é escolhido um arcebispo?

Biografia

Nascido em 17 de outubro de 1966, em Itararé (SP), foi ordenado sacerdote em 1991. Possui formação em Teologia e trajetória pastoral voltada à organização e dinamização das estruturas eclesiais em chave missionária.

Antes de assumir Cuiabá, foi bispo de Roraima, onde enfrentou desafios ligados à evangelização em áreas extensas e à presença da Igreja junto às populações locais. Sua atuação foi marcada pelo diálogo, pelo incentivo à formação pastoral e pela articulação das comunidades. Em 2015, foi eleito presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), função que ocupou por quatro anos.

Durante a Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em 2019, Dom Mário foi eleito segundo vice-presidente da CNBB. O ofício na presidência da Conferência Episcopal seguiu até 2023. Desde 2020, o religioso é presidente da Cáritas Brasileira.

Entre os frutos de seu ministério destacam-se o fortalecimento da ação missionária, a valorização do laicato e o incentivo à presença evangelizadora da Igreja nas diversas realidades sociais.

À frente da Arquidiocese de Aparecida, sua missão se integra à vocação do Santuário Nacional como espaço de testemunho público da fé e de serviço aos milhões de peregrinos que ali buscam orientação e renovação da fé. Em sintonia com seu lema, o chamado é unir anúncio e serviço, consolidando uma Igreja presente e missionária.

O Santuário Nacional e a Rede Aparecida de Comunicação emitiram nota onde confiam à intercessão de Nossa Senhora Aparecida o ministério de Dom Mário, pedindo fidelidade, discernimento e fecundidade pastoral.

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