Entidade esteve na Assembleia Legislativa para acompanhar a primeira votação do PL 1.888/2025 e reforçar a importância da valorização da carne suína na alimentação dos estudantes
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) acompanhou, nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a primeira votação do Projeto de Lei nº 1.888/2025, que prevê a inclusão da carne suína no cardápio da merenda escolar das unidades públicas de ensino do Estado. A proposta foi aprovada pelos deputados estaduais e agora segue para as próximas etapas de tramitação.
Representando a Acrismat, estiveram presentes o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, e o diretor executivo, Custódio Rodrigues. Durante a visita ao Parlamento, os representantes da associação também dialogaram com os deputados estaduais Gilberto Cattani, Carlos Avallone, Diego Guimarães, Chico Guarnieri, Nininho e Faissal Calil, apresentando a importância da iniciativa para a suinocultura mato-grossense e para a diversificação da alimentação oferecida aos estudantes.
O PL 1.888/2025 estabelece a inclusão da carne suína entre os alimentos que poderão compor os cardápios da alimentação escolar da rede pública estadual. A justificativa da proposta ressalta que a medida contribui para ampliar a variedade e a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes, respeitando os critérios nutricionais e as particularidades regionais já previstos para a elaboração dos cardápios.
A carne suína é reconhecida como uma importante fonte de proteínas e fornece nutrientes essenciais, entre eles ferro, potássio, fósforo, zinco e vitaminas do complexo B. A inclusão do alimento na merenda escolar pode contribuir para a oferta de refeições mais diversificadas e nutricionalmente adequadas aos alunos.
Para a Acrismat, a aprovação em primeira votação representa um avanço importante para a valorização da proteína suína produzida em Mato Grosso e para a ampliação de mercados para a cadeia produtiva.
“A suinocultura de Mato Grosso tem grande capacidade produtiva e trabalha constantemente para oferecer um alimento de qualidade ao consumidor. A inclusão da carne suína na alimentação escolar representa uma oportunidade de aproximar essa produção dos estudantes, contribuindo para uma alimentação diversificada, saudável e saborosa e, ao mesmo tempo, valorizando os produtores do nosso Estado”, destaca o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
Avanço em Goiás
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou (em segunda e definitiva votação) o projeto de lei que torna obrigatória a inclusão da carne suína na merenda escolar dos alunos da rede estadual de educação. Aprovado nesta quinta-feira (13), o texto segue para sanção do governador Daniel Vilela (MDB).
Conforme o projeto apresentado pelo deputado estadual Talles Barreto (União Brasil), o alimento deverá ser incluído ao menos uma vez por semana no cardápio escolar. Além disso, a matéria prevê que as unidades de ensino ofereçam alguma alternativa adequada aos alunos cuja crença religiosa ou convicção pessoal vede o consumo do alimento.
Presidente da Associação Goiana de Suinocultores, Bruno Mariano, que também é coordenador do curso de Zootecnia da PUC-GO, comemorou a aprovação. Ele expõe que o setor tem lutado muito para ampliar o consumo da carne.
Segundo ele, Goiás se destaca pela qualidade da carne, “produzida hoje em granjas tecnificadas, que trabalham essencialmente visando a qualificação do criatório, com preocupação diária no manejo, no bem-estar dos animais, na qualificação da nutrição, do melhoramento genético e na capacitação dos seus servidores e colaboradores”.
Para Bruno, o segmento hoje é convocado, por meio da aprovação desse projeto, a estar presente e pronto para produzir e disponibilizar essa carne para um setor importante, a merenda escolar. “Então, os nutricionistas, as nossas queridas merendeiras podem ter certeza de que a carne suína chegará à mesa de vocês para que possam preparar alimento de alta qualidade, pratos bem elaborados e levar à mesa dos nossos estudantes”, celebrou.


























