SNDCA e Conanda reafirmam defesa da autonomia dos Conselhos Tutelares

(Foto: Reprodução/SNDCA)

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA) e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), participaram, no dia 17 de dezembro, da Live Formativa Nacional Pela Proteção Integral, com o tema: “O respeito às prerrogativas institucionais de Conselheiros(as) Tutelares e o fortalecimento de políticas públicas para crianças e adolescentes”.

O encontro reuniu conselheiras e conselheiros tutelares de todo o país, além de representantes do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares (FCNCT) e de órgãos do Sistema de Garantia de Direitos (SGD). A finalidade foi qualificar o debate nacional sobre a atuação dos Conselhos Tutelares, a partir da análise institucional do caso de destituição de quatro conselheiras tutelares no município de São Francisco do Sul (SC). A demanda resultou de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público estadual, destacando os impactos sistêmicos dessa decisão para o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA).

Representando a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Diretor de Proteção da Criança e do Adolescente do MDHC e presidente do Conanda, Fábio Meirelles, destacou o compromisso do governo federal com a proteção integral de meninas e meninos em todo o país.

“Reafirmamos o compromisso do Estado brasileiro, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e do Conanda com a proteção legal de crianças e adolescentes e com o fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos em todo o território nacional”, defendeu.

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O presidente do Conanda enfatizou o papel essencial dos Conselhos Tutelares na efetivação da proteção integral nos territórios.

“Os Conselhos Tutelares são órgãos essenciais para a garantia de direitos na ponta. É nos territórios que a proteção integral se concretiza, por meio da atuação no dia a dia das conselheiras e dos conselheiros tutelares”, afirmou.

Análise institucional

Ao abordar o caso de São Francisco do Sul, Fábio Meirelles esclareceu que a SNDCA e o Conanda não se posicionam sobre o mérito de decisões judiciais específicas. No entanto, cabe a eles, em caráter excepcional, analisar os efeitos sistêmicos e estruturais dessas decisões sobre as políticas públicas e sobre o funcionamento do Sistema de Garantia de Direitos.

“Nosso papel institucional é avaliar os impactos dessas decisões sobre o sistema, preservando uma visão estruturante e comprometida com a proteção integral”, explicou.

O dirigente reafirmou que, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Conselho Tutelar é um órgão permanente, autônomo e de natureza administrativa, não sendo responsável pela execução direta de políticas públicas nem substituto das equipes técnicas da assistência social, da saúde, da educação ou do sistema de justiça.

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Nesse contexto, foi destacada a Recomendação Conjunta Conanda/FCNCT, que reafirma as atribuições legais dos Conselhos Tutelares, veda a imposição de funções investigativas, periciais ou judiciais e reconhece a legitimidade da recusa fundamentada ao cumprimento de ordens ilegais ou abusivas.

“A recusa fundamentada a ordens que extrapolam as competências legais é um dever funcional e uma expressão do compromisso com a legalidade administrativa e com a proteção integral”, reforçou.

Ao final, Fábio Meirelles destacou as ações do governo federal voltadas ao fortalecimento dos Conselhos Tutelares, como a articulação federativa, o aperfeiçoamento normativo, a Política Nacional de Formação Continuada do Sistema de Garantia de Direitos, a ampliação do uso do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), o fortalecimento das Escolas de Conselhos e os investimentos em estruturação material nos municípios.

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Texto: P.V.

Edição: G.O.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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