Teia da Leitura reúne redes culturais em BH e reforça leitura como direito e política de Estado

Foto: Igor Cerqueira / Abrapalavra

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Os dois primeiros dias da Teia da Leitura, realizada em xx e xx de abril em Belo Horizonte, reuniram participantes de diferentes regiões do país em uma programação dedicada à discussão e consolidação de políticas públicas para o livro, a leitura, a literatura e as bibliotecas. O encontro, que articula iniciativas da sociedade civil e do poder público, reforça a leitura como direito cultural e instrumento fundamental de cidadania.

A Teia da Leitura nasce do encontro entre duas frentes estratégicas do Ministério da Cultura (MinC), leitura e diversidade cultural, e estabelece um diálogo direto com a educação, propondo a construção de uma política integrada e estruturante para o setor.

Grupos de trabalho temáticos se dedicaram a discutir os caminhos para o fortalecimento dos pontos de cultura no campo da leitura, pensando o futuro a partir dos territórios e das experiências locais.

A programação também incluiu encontros e rodas de conversa em espaços culturais da cidade, como o Ponto de Cultura SôUai, onde o debate sobre bibliotecas comunitárias e territórios evidenciou o papel desses equipamentos como espaços de convivência, socialização e construção coletiva de conhecimento.

A experiência reforça que a leitura e a narração não se limitam ao livro, mas dialogam com diferentes formas de manifestação cultural, ativando a cultura como ferramenta de pertencimento e futuro.

Oficina de literatura e diversidade, conduzida pelo Ponto de Cultura Oficina Feminina do Rap, reforçando a potência das práticas culturais periféricas e o papel da leitura na ampliação de repertórios e vozes.

À tarde, os debates avançaram para a estruturação de políticas públicas, com discussões sobre bibliotecas comunitárias e o lançamento do sistema Proler, fortalecendo a integração entre iniciativas e programas nacionais.

Cultura, território e convivência
A Teia reforça a compreensão de que a leitura não acontece de forma isolada, mas em rede e nos territórios. Experiências compartilhadas ao longo da programação evidenciam o papel das bibliotecas públicas e comunitárias como espaços vivos: A biblioteca é um lugar de encontro, convivência e socialização.

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Mesa de abertura articula políticas públicas e redes culturais para o futuro da leitura no Brasil
A noite do segundo dia foi marcada pela mesa Alinhavando o futuro da leitura no Brasil, que reuniu representantes do Ministério da Cultura, gestores públicos e agentes culturais em um momento simbólico de articulação entre políticas, territórios e redes.

O Instituto Cultural Abrapalavra, que, que atua como Pontão Nacional de Livro, Leitura e Literatura, reuniu diferentes atores em torno de uma agenda comum para o campo. Ao abrir o encontro, a presidente do Instituto e diretora-geral da Teia da Leitura, Aline Cântia, destacou o caráter coletivo e prospectivo da iniciativa: “O Abrapalavra tem a alegria de receber na abertura e nos dias do evento o Ministério da Cultura, a sociedade civil e o poder público para alinhavar e pensar tanto o presente como o futuro da leitura no país”.

“Estamos alinhavando e costurando também as políticas do Ministério da Cultura. […] Conectando as políticas públicas do Governo Federal, numa ação muito importante para promover a cidadania a partir do direito à leitura, como um direito vital do desenvolvimento”, afirmou Fabiano Piúba, secretário responsável pela Sefli.

O encontro também foi marcado pela presença de diferentes políticas e programas em ação, como os pontos de cultura e os equipamentos culturais itinerantes, reforçando a articulação entre infraestrutura e experiência cultural: “É muito importante juntar a imaginação dos espaços culturais com a imaginação da leitura e da narrativa, para entendermos como produzir equipamentos alinhados com o que as pessoas precisam”, destacou Cecília Sá, subsecretária de Espaços e Equipamentos e Culturais.

Foto Teia da Leitura
Foto: Igor Cerqueira / Abrapalavra

A mesa trouxe também uma dimensão de continuidade e amadurecimento das políticas culturais no país, especialmente com a retomada do Ministério da Cultura e da reativação das redes de Cultura Viva: “Estamos vendo aqui, na prática, o resultado de um processo construído nos últimos três anos. […] Um sonho de uma política pública de base comunitária que conecta gerações e fortalece a memória e a continuidade da Cultura Viva”, afirmou Leandro Anton, da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.

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No campo do livro, leitura e bibliotecas, a Teia foi apontada como um espaço estratégico de articulação entre diferentes redes e iniciativas: “A Teia é muito importante para fortalecer a atuação em rede entre bibliotecas públicas e comunitárias, pontos de leitura e cultura, valorizando uma perspectiva comunitária da leitura e das comunidades leitoras”, destacou Jéferson Assumção, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC.

Infraestrutura cultural em movimento
O evento também contou com a presença de equipamentos culturais itinerantes, como o ônibus biblioteca da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais e o MovCEU, estrutura multimídia do Programa Territórios da Cultura, que amplia o acesso à leitura e à produção cultural em periferias e cidades brasileiras.

Durante a programação, o espaço foi utilizado inclusive para a produção de conteúdos com convidados da Teia, como Fabiano Piúba e José Castilho, evidenciando o diálogo entre leitura e novas tecnologias.

A leitura diz quem a gente é e onde a gente quer chegar
A Teia da Leitura reafirma a centralidade da palavra na construção do país — não apenas como prática cultural, mas como infraestrutura de cidadania. Nas palavra da deputada federal Lohanna França: “A leitura diz quem a gente é e onde a gente quer chegar”.

A Teia da Leitura é uma realização do Instituto AbraPalavra com o Ministério da Cultura, Secretaria de Formação, Livro e Leitura (Sefli), Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) com apoio da Funarte.

Fonte: Ministério da Cultura

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