Ministério da Gestão fortalece a capacidade de planejamento e execução do Estado

Ministra da Gestão destacou ações do MGI para modernizar o serviço público com foco em pessoas, digitalização e inovação organizacional

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A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participou nesta quarta-feira (8/5) do encerramento do 1º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento (Conseplan). O evento reuniu especialistas, gestores públicos e autoridades para discutir o futuro do planejamento estratégico e orçamentário no Brasil. Na conferência intitulada “Como atingir objetivos estratégicos? Public Spending, Eficiência do Gasto e Entrega de Resultados”, a ministra destacou a agenda do MGI voltada para a construção de um Estado a serviço das pessoas e do desenvolvimento sustentável.

“Desde o início do governo do presidente Lula, temos atuado na reconstrução do planejamento federal, que, infelizmente, estava bastante fragilizado. Estamos trabalhando para recuperar a capacidade do Estado de planejar de forma estruturada e efetiva”, afirmou Esther Dweck.

Durante sua fala, ela enfatizou que a transformação do Estado brasileiro exige uma ação coordenada em todas essas frentes, com foco em inovação e cooperação federativa. “A transformação do Estado brasileiro passa, necessariamente, por uma cooperação federativa. Não adianta o governo federal fazer esse processo sozinho. A grande parte das políticas públicas é executada na ponta, por estados e municípios. Por isso, estruturamos nossa atuação com base nos pilares de pessoas, digital e organizações, para impulsionar a inovação e a efetividade no serviço público”, destacou.

A ministra também abordou a necessidade de um Estado capaz de enfrentar os grandes desafios do país, como as desigualdades sociais, regionais e ambientais. Segundo ela, a reforma do Estado deve promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo, com impacto direto tanto na vida das pessoas quanto na competitividade do setor produtivo. Esther Dweck reforçou que a visão do atual governo é de um Estado eficaz, não apenas regulador, mas também executor de políticas públicas essenciais, o que exige capacidade instalada e servidores qualificados. Nesse sentido, destacou que a participação do serviço público brasileiro na força de trabalho representa apenas metade da média dos países da OCDE, o que reforça a importância de fortalecer e dimensionar adequadamente a atuação do Estado.

Durante sua fala, a ministra também apresentou os três eixos que orientam a atuação do Ministério da Gestão e da Inovação: pessoas, digital e organizações.

Um Estado a serviço das Pessoas

Entre os principais destaques do eixo Pessoas, a ministra falou sobre os avanços do MGI para modernizar e valorizar o serviço público. Ela ressaltou a importância de uma força de trabalho federal estável, engajada e diversificada, capaz de garantir serviços de qualidade à população. “Temos trabalhado intensamente nesse processo. Na área de gestão de pessoas, a lógica é clara, a força de trabalho deve ser profissionalizada. Defendemos o concurso público como a principal forma de seleção, garantindo uma burocracia profissionalizada, capaz de prestar serviços de qualidade à população e adequadamente dimensionada. Estamos realizando um trabalho profundo para definir quantos servidores e em quais carreiras precisamos investir no futuro. Além disso, é essencial que a força de trabalho seja recrutada periodicamente”, explicou a ministra.

Destacou a implementação do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que diversificou o serviço público em todo o Brasil. “Esse concurso foi uma grande inovação no Ministério, permitindo a realização de concursos em que vários cargos são selecionados ao mesmo tempo. Com isso, a população pode concorrer a diversas oportunidades em uma única inscrição. Percebemos que, com essa abordagem, conseguimos realizar concursos em praticamente todo o território nacional, o que nos possibilita trazer uma representação mais diversa para o serviço público federal.”

A titular da pasta também mencionou a reformulação do estágio probatório, com a implementação de um novo processo de avaliação, além do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), voltado para a gestão por metas. Outra iniciativa destacada foi o programa LideraGov, que prioriza a formação em liderança de mulheres e pessoas negras. Essas ações, entre outras apresentadas pela ministra, evidenciam o compromisso do MGI com a modernização e a promoção da inclusão no serviço público.

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Digitalização como motor de transformação

No eixo Digital, entre os principais destaques da apresentação da ministra estiveram os avanços na digitalização dos serviços públicos, como a ampliação da plataforma GOV.BR, que já reúne mais de 4,5 mil serviços digitais e conta com 165 milhões de contas ativas. Só o login GOV.BR já soma mais de 30 milhões de acessos mensais, permitindo que a população utilize serviços essenciais, como a declaração do Imposto de Renda e a Carteira de Trabalho Digital, e tenha acesso a políticas públicas inovadoras, como o Pé-de-Meia e o Desenrola Brasil.

A ministra também ressaltou a importância da interoperabilidade de dados para a melhoria da gestão pública e o enfrentamento de fraudes. Um exemplo desse avanço é a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), já emitida para mais de 24,5 milhões de brasileiros, com integração aos sistemas do governo.

Outro ponto central foi a consolidação da nuvem soberana de governo. A ministra destacou que dados sigilosos e classificados devem estar protegidos em datacenters das estatais de tecnologia da informação, que estão contratando empresas especializadas para estruturar a nuvem em solo brasileiro, reforçando a segurança e a soberania digital do país. “O Estado precisa assumir o protagonismo na transformação digital do país. Isso significa investir em infraestruturas públicas digitais que sejam seguras e soberanas, tratar os dados como ativos estratégicos e, acima de tudo, garantir que a população tenha acesso facilitado a serviços públicos de qualidade”, explicou a ministra.

Em relação à gestão de dados, a ministra ressaltou o avanço no uso de inteligência artificial e na organização dos dados. “Estamos trabalhando para melhorar a qualidade dos dados, tornando-os mais interoperáveis e úteis para a prestação de serviços públicos”, afirmou. Ela enfatizou que, por muito tempo, o governo não soube exatamente que dados possuía, mas que agora o trabalho se concentra na catalogação e organização desses dados em grandes ecossistemas, como proteção social, saúde e educação.

A ministra também falou sobre a importância da transformação digital para o futuro do Brasil. “O Estado deve liderar o processo de transformação digital, tanto no setor público quanto no privado. Nosso trabalho é oferecer infraestruturas digitais seguras e soberanas, com foco na modernização dos sistemas e na melhoria da qualidade dos serviços”.

Organizações mais ágeis e cooperativas

No eixo das Organizações, a ministra Esther Dweck apresentou uma série de iniciativas voltadas à transformação do serviço público, com foco em eficiência, inovação e racionalização das políticas públicas. Em sua fala, ela defendeu a construção de um Estado mais ágil, eficaz e próximo da população, apoiado em práticas de gestão colaborativa e cooperação federativa. “O governo federal precisa agir com a lógica de ouvir a população e trabalhar em cooperação federativa, com governança, transparência e integridade em tudo o que faz”, afirmou a ministra.

A ministra ressaltou também a centralização de serviços como uma estratégia de ganho de eficiência, mencionando o ColaboraGov, uma iniciativa que reúne serviços compartilhados entre diversos ministérios, gerando redução de custos e maior especialização. “A gente tem uma Secretaria de Serviços Compartilhados que presta serviço a 13 ministérios, desde a parte orçamentária financeira, compras e gestão de pessoas”, explicou.

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Dweck destacou ainda o uso estratégico do poder de compra do Estado para fortalecer a indústria nacional. Entre as ações, mencionou a aplicação de margens de preferência para que até 60% dos bens adquiridos pelo governo federal priorizem a produção nacional, além do desenvolvimento de metodologias para aplicar esse critério também na contratação de serviços, como softwares. A ministra citou a realização de oficinas que passarão por cidades das cinco regiões do país voltadas à construção de uma Estratégia Nacional de Compras Públicas, além da criação de uma comissão interministerial para discutir o aprimoramento desses instrumentos. “Essas oficinas são muito importantes porque estamos estudando como melhorar o processo de compras, mas também como utilizá-lo como motor de desenvolvimento”, afirmou.

Ela também falou sobre a importância de iniciativas como o Contrata+Brasil, uma plataforma de contratação online de Microempreendedores Individuais (MEIs), para a geração de emprego e renda e desenvolvimento local. “O Contrata Mais Brasil é um projeto que escalamos para o nível nacional. A plataforma está disponível para todos os estados, municípios e órgãos federais. Os MEIs se cadastram, oferecem seus serviços e o processo de contratação é feito de forma simples e rápida, por meio do WhatsApp. O mais importante é que isso gera um desenvolvimento local significativo, ao possibilitar o acesso de MEIs, que geralmente têm pouca oportunidade, às compras públicas”, ressaltou.

Na mesma linha de fortalecimento da inclusão social, a ministra destacou também a política de cotas para mulheres em situação de violência doméstica nas contratações públicas.

Cooperação Federativa

Ao abordar os esforços de cooperação federativa, Dweck mencionou o Programa Nacional de Gestão e Inovação, que busca parcerias com os estados para levar soluções do governo federal, mas também absorver boas práticas locais e ampliá-las em escala nacional. “O Programa busca parcerias com os estados para levar soluções do governo federal, mas também absorver boas práticas dos estados para escalar nacionalmente”, explicou.

Além disso, a ministra destacou o programa Imóvel da Gente, que permite a destinação do patrimônio da União para a habitação social e outras políticas públicas. Ela mencionou exemplos de grandes empreendimentos, como a requalificação de antigos aeroportos e estações ferroviárias, que se transformam em novos bairros nas cidades. “Temos grandes áreas da União mudando sua destinação, com foco em habitação e regularização fundiária”, destacou.

Ela finalizou destacando que a transformação do Estado brasileiro já está em curso e convidou todos a conhecerem o documento de discussão “Um Estado inclusivo, democrático e efetivo a serviço da população brasileira”.

O material integra os trabalhos do Ministério da Gestão na Câmara Técnica de Transformação do Estado, criada no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (Conselhão). O objetivo é ampliar o debate público sobre as mudanças necessárias para a modernização do Estado, com foco em inclusão, democracia e efetividade na prestação de serviços à população.

Conseplan

1º Congresso do Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento (Conseplan), realizado entre os dias 6 e 8 de maio, também contou com a presença da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, na abertura, e com a participação do secretário Francisco Gaetani, do MGI, em painel temático sobre planejamento de médio prazo.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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