AGU e Embaixada da China avançam em parceria por segurança jurídica de investimentos

- Foto: Emanuelle Sena/AscomAGU

publicidade

Representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Embaixada da China em Brasília se reuniram nesta terça-feira (27/05) para tratar de iniciativas bilaterais de cooperação nas áreas de segurança jurídica dos investimentos estrangeiros e da aproximação cultural no ambiente jurídico. O encontro é um desdobramento da visita realizada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, à China, em setembro de 2024.

Entre os projetos acordados, está a atualização da cartilha Segurança Jurídica do Investidor Estrangeiro no Brasil, elaborada em 2018, que será revisada pela AGU em parceria com outros órgãos federais e traduzida para o mandarim. O material, disponibilizado online, terá sua divulgação entre investidores chineses facilitada pela Embaixada da China. A medida reforça o compromisso da AGU em promover segurança jurídica para investimentos estrangeiros diretos no Brasil, assegurando transparência e acesso a atos normativos e informações estratégicas.

O ministro conselheiro da Embaixada da China, Li Qi, destacou o momento positivo das relações bilaterais e recordou o anúncio de investimentos chineses no Brasil, da ordem de R$ 27 bilhões, feito por ocasião da recente visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim. “Este é um momento muito oportuno para trabalharmos conjuntamente pela promoção da segurança jurídica dos investimentos no Brasil, especialmente em novos setores”, ele avaliou.

Leia Também:  Crédito do Trabalhador inicia setembro com juros mais baixos

Integração cultural

Em outra vertente de cooperação, as partes concordaram em trabalhar pela oferta de curso de mandarim e cultura chinesa voltado especificamente para membros das carreiras da AGU. A intenção é fortalecer a comunicação direta com autoridades e investidores chineses, além de ampliar o entendimento sobre aspectos culturais que impactam negociações e relações jurídicas.

O projeto, que será desenvolvido em parceria com instituições de ensino especializadas, visa a capacitar servidores em nível básico e intermediário, com foco em terminologia jurídica e comercial. A iniciativa complementa outras ações da AGU para internacionalização de suas atividades, como a participação em fóruns de arbitragem e cooperação técnica com outros países.

As equipes técnicas da AGU e da Embaixada da China definirão, nos próximos meses, os prazos e formatos para a execução dos projetos. A expectativa é de que a versão atualizada e traduzida da cartilha seja lançada ainda em 2025, enquanto os cursos de mandarim devem ter início no segundo semestre deste ano.

“O domínio do mandarim e a compreensão da cultura chinesa são diferenciais estratégicos para o serviço público brasileiro, especialmente em um contexto de aprofundamento das relações econômicas entre os dois países”, ressaltou o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais da AGU, João Henrique Bayão.

Leia Também:  MinC recebe representantes Pataxós e Tupinambás para discutir políticas culturais voltadas aos povos originários

Também participaram do encontro, pela AGU, a secretária-geral de Consultoria Adjunta, Tahiana Viviani Vieira; o coordenador-geral de Formação e Educação Continuada da Escola Superior da AGU (ESAGU), Allan Titonelli; os advogados da União da Procuradoria Nacional da União de Assuntos Internacionais (PNAI), Thiago Lindolpho Chaves e Beatriz Figueiredo Campos da Nóbrega; o coordenador-geral de Pós Graduação da ESAGU, Henrique Augusto Figueiredo Fulgêncio; o coordenador de Educação Jurídica da ESAGU, Ricardo Seixas Lisboa; e o advogado da União Pedro Fabris, da Secretaria-Geral de Consultoria. Pela Embaixada da China, também participou o Terceiro-Secretário Sun Dongxu.

Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU

Fonte: Advocacia-Geral da União

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade