MIR reafirma defesa de direitos quilombolas nos 30 anos do Quilombo Boa Vista

Foto: Lucas Souza/MIR

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O Ministério da Igualdade Racial (MIR) celebrou os 30 anos da titulação do primeiro quilombo do país, o Boa Vista, em Oriximiná (PA). Realizado ao longo de três dias, no fim de novembro, às margens do Rio Trombetas, o evento reuniu cerca de 4 mil pessoas.

Representando o MIR, o secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos (SQPT), Ronaldo dos Santos, enfatizou o simbolismo do território para a luta nacional e o papel do Ministério em garantir que os direitos da população quilombola avancem. “A titulação deste território marcou um antes e um depois na luta quilombola. Hoje reafirmamos nosso compromisso com o fortalecimento das políticas públicas que garantem dignidade, reconhecimento e futuro para este povo”, declarou.

A presença do Ministério na celebração fortalece os mecanismos de proteção territorial e amplia o apoio a iniciativas educacionais e culturais, visando o desenvolvimento sustentável da comunidade, que hoje abriga mais de 400 famílias. “Seguiremos atuando, de forma integrada, para assegurar que os direitos quilombolas avancem e que Boa Vista continue a ser símbolo de resistência e esperança”, acrescentou.

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Outra marca da comemoração foi a conexão entre a memória ancestral e a força da juventude. Karine Souza, do Coletivo de Juventude Pretas Marias, que esteve à frente da comunicação do evento, celebrou a oportunidade. “Estou extremamente feliz de estar à frente da equipe de comunicação, porque é um momento de encontro. A gente encontra nossos mais velhos e também aqueles que fizeram parte da titulação. Eu sou nova, e aprendo muito com eles. Também faço parte dessa história.”

Quilombo Boa Vista Localizado na Bacia Hidrográfica do Baixo Amazonas, em Oriximiná (PA), o Quilombo Boa Vista foi titulado em 20 de novembro de 1995. O território carrega uma história de resistência iniciada no século XIX pelo casal Antônio Honório dos Santos e Maria José Conceição. O nome da comunidade remete à sua posição em terreno elevado às margens do Rio Trombetas, que permitia avistar intrusos. Sua titulação abrange 1.125 hectares, território que hoje abriga 423 famílias.

Fonte: Ministério da Igualdade Racial

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