O Brasil foi o país convidado de honra da 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), realizada entre 14 e 19 de abril, na Colômbia. A participação integrou a estratégia de inserção internacional do audiovisual brasileiro, com ações voltadas à ampliação de parcerias, circulação de obras e estímulo à coprodução no contexto latino-americano.
Considerado o festival de cinema mais antigo da América Latina, o FICCI reuniu cerca de 2 mil participantes ao longo de seis dias, com programação que incluiu exibições, debates e atividades voltadas à indústria audiovisual.
A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, participou da agenda institucional brasileira, que incluiu a inauguração da Casa Brasil, presença no painel Un milagro audiovisual llamado Brasil, reuniões bilaterais e participação na cerimônia oficial de abertura.
No painel profissionais brasileiros debateram os caminhos da produção e da circulação internacional do cinema nacional. Participaram Joana Henning, produtora e desenvolvedora de projetos audiovisuais; Sérgio Machado, roteirista e diretor; e Letícia Friedrich, diretora da Vitrine Filmes. O painel teve mediação de Juan Zapata, diretor, produtor e roteirista colombiano com trajetória internacional entre Brasil e Colômbia.
A presença brasileira se estendeu à programação cultural e aos espaços de indústria, com exibição de obras nacionais e ações de promoção da cultura brasileira, incluindo música e gastronomia.
A abertura da Casa Brasil, no Palácio de la Proclamación, marcou o início da agenda institucional. O espaço sediou encontros entre representantes do setor audiovisual, promovendo articulação entre produtores, diretores, instituições públicas e agentes de mercado. A programação incluiu a exibição do documentário 3 Obás de Xangô, dirigido por Sérgio Machado.
Durante a cerimônia de abertura do festival, também foi exibido o filme Feito Pipa, de Allan Deberton, em sua primeira apresentação na América Latina.
A delegação brasileira reuniu representantes de instituições públicas, entidades do setor e profissionais do audiovisual, incluindo nomes como Beatriz Miranda, do Instituto de Cultura Brasil-Colômbia (Ibraco), e Christian Braga, da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), além de realizadores e agentes do setor.
“A participação no Festival de Cartagena reforça o compromisso do Brasil com a ampliação de sua presença internacional no audiovisual e com o fortalecimento das relações com países da América Latina. Iniciativas como essa contribuem para ampliar parcerias e consolidar o país no cenário do Sul Global”, destacou Joelma Gonzaga.
A agenda também incluiu o intercâmbio sobre políticas de atração de filmagens. A experiência colombiana na estruturação de sua Film Commission é uma das referências observadas pelo Brasil para a construção da Film Commission Nacional brasileira, iniciativa voltada à atração de produções internacionais e à geração de emprego no setor.
Outro destaque foi a reunião bilateral com Gisela Pérez Fonseca, dedicada ao fortalecimento da cooperação entre Brasil e Colômbia e à ampliação das oportunidades de intercâmbio no mercado audiovisual.
A participação no Ficci também dialoga com outras iniciativas de integração regional conduzidas pelo Brasil, como a Mostra Mercosul Audiovisual, que alcançou 250 municípios brasileiros, com 367 pontos de exibição gratuitos e circulação de obras dos países do bloco.
Com uma agenda voltada à articulação institucional, à promoção cultural e ao fortalecimento de parcerias, a presença brasileira no Ficci 65 reforça o posicionamento do país como um dos principais agentes do audiovisual na América Latina. A participação também amplia perspectivas para novas cooperações internacionais e para o fortalecimento da presença brasileira no mercado audiovisual global.
Fonte: Ministério da Cultura



























