Reconstrução do estado continua dois anos após desastre

MIDR já aprovou mais de 1,5 mil planos de trabalho e acompanha obras de infraestrutura nos municípios atingidos (Foto: Agência Brasil)

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Brasília (DF) – O maior desastre natural da história do Rio Grande do Sul e um dos maiores do Brasil completou dois anos nesta semana. No fim de abril de 2024, as enchentes destruíram o território gaúcho e, desde então, o Governo Federal mantém o compromisso de reconstruir o estado. Até o momento, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) empenhou R$ 1,5 bilhão para ajudar 274 municípios e executou um dos principais benefícios para a população atingida, o Auxílio Reconstrução. Além disso, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, acompanha presencialmente as obras em andamento e as entregues ao povo gaúcho.

Ao todo, foram aprovados 1.556 planos de trabalho, sendo 314 para assistência humanitária, incluindo ritos sumários e proteção animal, 684 para restabelecimento de serviços essenciais e 558 para reconstrução de infraestruturas destruídas pelo evento. Um total de 451 cidades obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência. O desastre no Rio Grande do Sul foi o maior já registrado no País em duração e intensidade das chuvas, além de abrangência territorial.

Benefício para população atingida

Um dos principais programas já criados pelo Governo Federal, o Auxílio Reconstrução foi pago a mais de 430 mil famílias gaúchas, totalizando um investimento de R$ 2,2 bilhões. O apoio financeiro de R$ 5,1 mil foi destinado às vítimas residentes em áreas atingidas pelo desastre e com registro de danos ou perda de bens.

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Reconstrução do estado

Em março deste ano, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, foi ao Rio Grande do Sul para inaugurar empreendimentos e acompanhar a execução de obras de reconstrução. Além de pontes, cabeceiras e rodovias, foram aprovadas mais de 20 mil novas unidades habitacionais em 120 cidades afetadas pelo desastre.

Wolnei visitou os municípios de Estrela, Relvado, Santa Tereza e Canela. Em Relvado, ele entregou as novas cabeceiras de uma ponte na Avenida Independência. Já em Santa Tereza, inaugurou a Ponte Pênsil, cartão-postal da cidade. Mais três pontes também foram reconstruídas e entregues ao município, assim como o restabelecimento da Praça do Porto.

O secretário destaca a atuação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) no processo de reconstrução do estado. “Estamos falando de famílias que aguardam, desde 2024, por essas obras. Fazemos questão de acompanhar as entregas de perto”, afirma.

El Niño: Rio Grande do Sul em alerta

O El Niño-Oscilação Sul (ENOS) é um dos principais fenômenos que influenciam o clima global. Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação dos dois fenômenos.

No Brasil, uma das regiões mais impactadas pela atuação do ENOS é o Rio Grande do Sul, tendo em vista que o fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado, o que sustenta sistemas de baixa pressão sobre a região, resultando em tempestades e inundações.

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De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as mais recentes previsões do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), emitidas no dia 20 de abril, indicam aumento da probabilidade de formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026. A partir do trimestre maio–junho–julho, a probabilidade supera 60%, podendo ultrapassar 90% no segundo semestre de 2026.

Tragédia de 2024 reforça atenção

As chuvas extremas registradas no Rio Grande do Sul em abril e maio de 2024 foram impulsionadas pela fase final de um El Niño forte. Embora o fenômeno tenha atuado como um propulsor, a magnitude do desastre resultou da combinação de múltiplos fatores. Para o trimestre maio–junho–julho de 2026, a previsão climática do Inmet indica maior probabilidade de chuvas acima da média no estado gaúcho.

 


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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

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