Estudo do SKIM Group mostra que 55% estão comendo fora com menos frequência e, para 67%, o preço ganhou importância na decisão de compra
A preocupação com o orçamento já altera a frequência, a escolha dos produtos e o valor dos pedidos de fast-food no Brasil. Pesquisa do SKIM Group mostra que 52% dos consumidores brasileiros entrevistados precisaram mudar seus pedidos nos últimos 12 meses por razões financeiras, seja comprando menos, escolhendo itens mais baratos ou deixando de fazer determinados pedidos.
O comportamento mais cauteloso ocorre apesar da confiança no futuro: 79,3% dos participantes brasileiros mantêm uma perspectiva positiva sobre sua situação financeira de longo prazo, considerando fatores como estabilidade no emprego, investimentos e aposentadoria. Os resultados indicam, portanto, que o otimismo em relação aos próximos anos não impede ajustes imediatos nas despesas do dia a dia.
A redução da frequência é a principal mudança. Entre os brasileiros que afirmaram ter adaptado seus pedidos por preocupações financeiras, 46,2% passaram a comprar fast-food menos vezes. 38,5% começaram a procurar produtos em promoção e 35,9% optaram por itens mais baratos do que aqueles que normalmente escolheriam.
A diminuição do tíquete também aparece nas respostas: 21,8% substituíram combos por opções menores e mais baratas. Já 19,2% passaram a usar mais cupons de desconto. A mesma proporção deixou de frequentar restaurantes de fast-food, trocou sua marca favorita por uma alternativa mais barata ou parou de pedir sobremesas.
“Os dados mostram que o consumidor não deixou necessariamente de gostar de fast-food, mas está fazendo escolhas mais criteriosas para que esse consumo caiba no orçamento. O primeiro movimento é reduzir a frequência e, depois, buscar promoções ou itens mais baratos. Para as marcas, o desafio é preservar essas ocasiões de consumo antes que a cautela financeira se transforme em uma mudança permanente de hábito”, afirma Maura Coracini, managing director do SKIM Group.
Mais da metade está comendo fora com menor frequência
Na comparação com o ano anterior, 55,3% dos brasileiros entrevistados afirmam estar comendo fora com menos frequência. Além disso, 28% passaram a comparar mais os preços entre restaurantes de fast-food, enquanto 26,7% estão trocando os estabelecimentos habituais por opções que ofereçam melhor relação entre preço e benefício.
A comparação entre restaurantes também já faz parte da jornada de compra: dois terços dizem sempre ou frequentemente verificar os preços antes de decidir onde comer, quando há diferentes alternativas disponíveis.
O resultado sugere que a disputa pelo consumidor acontece antes mesmo da escolha do produto. O preço não influencia apenas o tamanho ou a composição do pedido, mas também a seleção do restaurante e a decisão de realizar ou não a compra.
Sobre o estudo
A pesquisa QSR Price & Promotion, do SKIM Group, reúne respostas de 312 consumidores de fast-food, sendo 150 no Brasil e 162 no México. Os resultados apresentados não foram ponderados. Os percentuais referentes às mudanças realizadas por preocupações financeiras consideram os 78 participantes brasileiros que disseram ter alterado seus pedidos.
























