Dia da Visibilidade Bissexual: desafios e direitos

A data é associada à luta contra a bifobia, o preconceito e a invisibilidade.

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O Dia Internacional da Visibilidade Bissexual, celebrado em 23 de setembro, foi idealizado em 1999 por três ativistas, Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur, e celebrado pela primeira vez naquele ano durante a 19ª Conferência Mundial da ILGA (então Associação Internacional de Lésbicas e Gays), em Joanesburgo, na África do Sul. A data é associada à luta contra a bifobia, o preconceito e a invisibilidade.

Para compreender a celebração, é necessário considerar a própria definição de bissexualidade. Segundo a ativista Robyn Ochs, a bissexualidade pode ser definida como a atração romântica e/ou sexual por pessoas de mais de um gênero, não necessariamente ao mesmo tempo, da mesma maneira ou na mesma intensidade.

A busca por reconhecimento também aparece em marcos históricos do movimento bissexual. Um deles é o chamado Manifesto Bissexual, publicado em 1990 na revista Anything That Moves (“Qualquer Coisa que se Mova”), editada pela Bay Area Bisexual Network, de São Francisco (EUA). O texto rejeita a associação da bissexualidade à confusão, à promiscuidade ou à infidelidade e reconhece que a atração bissexual pode envolver múltiplas identidades de gênero.

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No Brasil, esse processo também teve registros na organização da sociedade civil. Em 2005, durante o XII Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Transgêneros (EBGLT), foi criado o Coletivo Brasileiro de Bissexuais (CBB), primeira organização bissexual de âmbito nacional no país. O coletivo atuou até 2007 e abriu caminho para outras iniciativas de articulação do movimento bi. Entre elas está a Frente Bissexual Brasileira, que, em 25 de setembro de 2021, lançou o Manifesto Bissexual Brasileiro, durante a segunda edição do Festival Bi+. O documento denuncia a bifobia e o apagamento das pessoas bissexuais, além de reivindicar políticas públicas de saúde, educação e trabalho que contemplem essa população.

Apesar desses marcos, a bifobia permanece associada a situações de preconceito e invisibilidade. Em 2019, um estudo realizado na Universidade de Stanford mostrou que pessoas bissexuais têm maior possibilidade de desenvolver problemas de saúde mental devido à bifobia. Esse preconceito se manifesta, muitas vezes, na imposição de uma escolha entre ser heterossexual ou homossexual, o que pode resultar no apagamento da bissexualidade.

No Brasil, registros do Disque Direitos Humanos também apontam ocorrências envolvendo essa população. Em 2026, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos registrou 800 violações de liberdade sexual contra pessoas bissexuais.

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Em casos de discriminação, violência ou outras violações de direitos humanos, as denúncias podem ser feitas gratuitamente pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100). O atendimento funciona 24 horas, inclusive aos finais de semana e feriados.

Disque 100

As denúncias podem ser realizadas pelos seguintes canais:

  • Telefone: disque 100, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou celular;
  • WhatsApp: (61) 99611-0100;
  • Telegram: busque por “DireitosHumanosBrasil” no aplicativo;
  • Atendimento em Libras: videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras);
  • E-mail: [email protected];
  • Presencialmente na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, em Brasília (DF).

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Texto: L.C.

Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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