No terceiro dia da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, a Casa MinC recebeu, nesta quinta-feira (21), uma programação voltada ao atendimento, à escuta e à orientação de agentes culturais, coletivos, comunidades tradicionais e participantes do evento. Criado pelo Ministério da Cultura (MinC) para abrigar grandes encontros, o espaço funcionou como ponto de aproximação entre a gestão pública e os territórios.
Ao longo da tarde, o público pôde tirar dúvidas sobre prestação de contas, medidas compensatórias, certificação quilombola, direitos relacionados e programas de fomento às artes. A proposta foi oferecer atendimento direto aos participantes da Teia, fortalecendo o acesso à informação e o diálogo com quem atua na ponta da política cultural.
Orientação, escuta e acesso às políticas públicas
A programação teve início com a atividade Prestação de Contas e Medidas Compensatórias, realizada pela Subsecretaria de Gestão de Prestação e Tomada de Contas (SGPTC). A equipe do MinC orientou agentes culturais sobre dúvidas, pendências e procedimentos relacionados às leis de fomento, em um atendimento voltado a facilitar a execução e a regularização de projetos culturais.
Em seguida, a atividade Certificação Quilombola e direitos relacionados, conduzida por Alan Matos, coordenador de Certificação Quilombola ocupou o stand. A ação apresentou informações sobre o processo de certificação realizado pela Fundação Cultural Palmares (FCP) e os direitos constitucionais das comunidades quilombolas, ampliando o acesso do público da Teia a instrumentos de reconhecimento e garantia de direitos.
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) também integrou a programação com atendimento sobre a Política Nacional das Artes (PNA), o Programa Funarte Brasil das Artes e a pactuação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) como ação continuada. Responsável pelo atendimento no estande, Lenine Guevara, coordenadora de Articulação e Participação da Funarte, destacou a importância da presença institucional em espaços de encontro com os fazedores de cultura. “Aqui é uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo que estamos anunciando e explicando sobre a gestão, estamos vendo como o projeto está acontecendo na ponta, até quanto a política nacional chega nas pessoas”, afirmou.
Teatro, infância e formação política
Além dos atendimentos institucionais, a programação também contou com uma apresentação teatral inspirada no texto “Se os tubarões fossem homens”, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. A obra, conhecida por sua crítica social, serviu de base para uma montagem voltada ao público infantil e juvenil, com linguagem lúdica e interativa.
A atriz Brenda Perim, 29 anos, de Cachoeiro de Itapemirim, integra a Cia Nós de Teatro e trabalha com teatro há mais de 12 anos. Segundo ela, o espetáculo parte da fábula criada por Brecht para discutir, com crianças, temas como votação, eleição, política e formas de dominação social.
“Ele reimagina como seria o mundo se nós fôssemos peixes. É como se fosse uma fábula, com o avô contando para a neta como seria se os tubarões fossem homens. A gente traz isso para o universo infantil e juvenil para falar sobre votação, eleição e política com as crianças”, explicou.
A montagem utiliza brincadeiras e recursos participativos para aproximar o debate político do público jovem. De acordo com Brenda, o espetáculo já foi apresentado mais de 40 vezes, principalmente em escolas públicas e em apresentações gratuitas realizadas por meio de editais e políticas de fomento, como a PNAB e a Lei Aldir Blanc.
A apresentação contou com Brenda Perim, Ananda Bourguignon, Raiza Dietrich e Avelã Cremosa, com codireção de Marco Antônio Reis. A produção reúne artistas da Companhia Ato Falho e da Cia Nós de Teatro, de Cachoeiro de Itapemirim e Vila Velha.
Teia Nacional
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.
O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.
Fonte: Ministério da Cultura






















