CST da Mineração amplia diálogo e debate desafios da produção de água mineral em MT

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Grupo instalado na Assembleia Legislativa aproxima diferentes segmentos da cadeia mineral e busca identificar entraves e oportunidades para o setor. Publicado em 21 de agosto de 2026

A Câmara Setorial Temática (CST) da Mineração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) está ampliando o diálogo com diferentes segmentos da atividade mineral. Entre eles está um setor que nem sempre é associado à mineração: a produção de água mineral.

A iniciativa busca ouvir empresários, especialistas e representantes da cadeia produtiva para identificar dificuldades e construir propostas que contribuam para o desenvolvimento do setor em Mato Grosso. A Água Sapoti, instalada em Chapada dos Guimarães, a cerca de 70 quilômetros de Cuiabá, é um dos exemplos levados ao debate. A empresa familiar é comandada pela médica e empresária Paulete Maria Dossena Grando, ao lado das filhas Letícia e Rafaela.

A história começou em 1991, quando a família adquiriu uma propriedade a 18 quilômetros da cidade. No local, encontrou uma cachoeira e, após análises técnicas, descobriu a existência de água mineral naturalmente fluoretada. No entanto, transformar o recurso natural em atividade produtiva exigiu anos. O processo para exploração começou em 2006, enquanto a indústria entrou efetivamente em operação apenas em 2015. Segundo Paulete, a trajetória revela desafios relacionados à burocracia, análises laboratoriais, documentação, infraestrutura e logística.

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“Temos que ajustar todos os dias, porque, quando você pensa que superou uma questão, surge outra”, relatou. Atualmente, a Sapoti produz garrafões de 20 litros, copos e embalagens PET, com água com e sem gás. Cerca de 20 pessoas trabalham diretamente na operação. Apesar da estrutura instalada, a empresa utiliza entre 25% e 30% de sua capacidade.

Segundo Paulete, com aproximadamente 75% da capacidade produtiva em funcionamento, a estrutura poderia chegar a cerca de 100 trabalhadores. Além disso, custos de transporte e insumos dificultam a expansão. A meta é ampliar a presença da marca em Mato Grosso e, futuramente, alcançar o Mercosul.

“Apesar de todos os desafios, hoje temos a atenção do Poder Público, que nunca tivemos antes com a CST, e acreditamos que essa oportunidade de diálogo fará a diferença para esse futuro que queremos conquistar.”, concluiu Paulete.

Espaço para ouvir quem produz

Para o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (Podemos), e presidente e idealizador da CST da Mineração, o diálogo permite ao Legislativo conhecer diferentes realidades e buscar soluções para o setor.

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“Mato Grosso tem um potencial mineral enorme e precisamos conhecer toda essa cadeia. Quando falamos em mineração, estamos falando de diferentes atividades, inclusive da água mineral. A CST tem justamente essa função: ouvir quem produz, entender onde estão os entraves e buscar caminhos para que esse potencial possa gerar desenvolvimento, emprego e renda de forma responsável”, afirmou Max.

Para a vice-presidente da CST da Mineração, Tais Paula Costa Leite, conhecer experiências como a da Sapoti aproxima o debate da realidade enfrentada pelos empreendedores.

“Da água mineral às demais atividades da mineração, a intenção é colocar diferentes setores à mesa e construir, a partir do diálogo, propostas que permitam a Mato Grosso aproveitar melhor suas riquezas naturais, agregar valor à produção e gerar novas oportunidades”, concluiu.

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