Curtas latino-americanos premiados na Teia Nacional celebram memória, território e saberes comunitários

Foto: Julia Fuè

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O curta “Quischcambal”, dirigido por Heidy Helena Mejiá Sánchez, da Colômbia, foi o grande vencedor do Concurso Internacional IberCultura Viva, premiado na manhã deste sábado (23), durante a programação da 6° Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). A programação integrou a agenda audiovisual da Teia e reconheceu produções latino-americanas voltadas à memória, aos territórios, aos saberes comunitários e às formas de vida de diferentes povos.

Também foram premiados “Jilaqatas Awkis e Taykas, Ciclo Aymara”, de Gaby Cárdenas e Carlos Ilich Apucusi, do Peru, em 2º lugar; “Raízes de Ibicoara – Ancestralidade não é mercadoria”, de Sandra Maciel e Clara Sofia Catania, do Brasil, em 3º lugar; “Ellas Curan – Elas Curam”, de Miguel Minor Serrano, do México, em 4º lugar; e “Kuntur Ayllukanchik – Condor, nossa comunidade”, de Raymi Guatemal e Kuyllur Escola Chacalo, do Equador, em 5º lugar. Selecionados entre 75 filmes inscritos por realizadores de oito países, os curtas abordam práticas comunitárias, espiritualidades, culturas populares e formas de transmissão de conhecimentos entre gerações.

Durante a premiação, a secretária Nacional do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Joelma Gonzaga, destacou a importância de ampliar a presença de diferentes narrativas nas telas. “ O mundo precisa de mais histórias de todos os corpos e territórios. Esse encontro celebra a força da Cultura Viva, por meio de suas imagens e belezas, permitindo contar identidades”, afirmou.

Após a entrega dos prêmios, representantes dos filmes vencedores agradeceram o reconhecimento e reforçaram a importância de ampliar oportunidades para que produções comunitárias latino-americanas circulem em novos espaços. A atividade também apontou para a continuidade de ações, editais e mostras voltadas à diversidade cultural da América Latina.

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Foto: Julia Fuè
Foto: Julia Fuè


Filmes premiados


O 1º lugar, “Quischcambal”, acompanha a vida rural, o trabalho coletivo e a transmissão de saberes entre gerações, com participação ativa de crianças e jovens.

Em 2º lugar, “Jilaqatas Awkis e Taykas, Ciclo Aymara” registra o ciclo ritual e agrícola de autoridades originárias aymaras nas comunidades de Pomata, no sul do Peru, em diálogo com o cuidado das terras comunais e a relação com a Pachamama.

O documentário brasileiro “Raízes de Ibicoara – Ancestralidade não é mercadoria”, premiado em 3º lugar, reúne parteiras, raizeiras, benzedeiras e representantes da cultura camponesa, reafirmando o conhecimento tradicional como patrimônio vivo.

O 4º lugar ficou com “Ellas Curan – Elas Curam”, que acompanha mulheres no sul de Tlaxcala, no México, em torno de práticas de cura, cozinha e memória. Já o 5º lugar, “Kuntur Ayllukanchik – Condor, nossa comunidade”, combina documentário e animação para registrar a elaboração de flautas de carrizo no povo Kichwa Karanki, no Equador.

Cine Teia exibiu 22 curtas em sua programação

Antes da premiação, o público acompanhou a mostra “IberCultura Viva – Tesouros Vivos, Memória e Territórios”, dedicada aos filmes de menção honrosa. A sessão reuniu produções do Brasil, Colômbia, Equador e Argentina, em linguagens como documentário, animação, videodança e manifesto audiovisual. As obras apresentaram ao público diferentes formas de narrar comunidades, ancestralidades e futuros possíveis, valorizando pessoas e coletivos que mantêm vivas memórias, práticas culturais e vínculos com seus territórios.

Foram exibidos os curtas “De mão em mão: Tia Ana Pankararu – Cura e cuidado”, dirigido por Raquel Messias de Camargo; “O fio que sustenta”, de Maria Raimunda Esteves Santos, Jaquielly Gomes de Sousa e Maria Geralda Leite Ribeiro; “Memoria de un danzante: el legado de danzantes de males”, de Lizeth Chaguezac, Óscar Chapuel Cueltan e Adonias Culchac; “Refugiar el gesto: la danza de la tablitera”, de Javier Serpa; “Tsank cosmovisión Shua”, de Angelica Mas Y Rubi e Jessica Calle; e “Manifiesto Kawsay”, de Luciana Quispe e Kuntur Vargas.

Após a exibição dos curtas , a secretária Técnica do Programa IberCultura Viva, Flor Minici, ressaltou a importância do concurso como estratégia de circulação da produção audiovisual comunitária na América Latina. “O IberCultura Viva, este concurso, foi uma convocatória maravilhosa, que nos deixou maravilhados com o alcance desta política. Cada país pôde fazer uma seleção de seus curtas, trazendo representação de suas culturas”, completou.

Ao todo, o Cine Teia exibiu 22 curtas entre os dias 21, 22 e 23 de maio durante o evento. A programação deu visibilidade a pessoas, coletivos e comunidades que usam o audiovisual como ferramenta de registro, circulação cultural e afirmação de suas próprias histórias e identidades.

Teia Nacional

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A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.

23.05.2026 - Cine Teia: Premiação Curta-Metragem

Fonte: Ministério da Cultura

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