A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Representante Ilegal, no estado da Bahia, para desarticular organização criminosa responsável pela inserção de dados falsos nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o objetivo de obter benefícios de forma fraudulenta.
A ação foi conduzida pela Polícia Federal e contou com a colaboração da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) do Ministério da Previdência Social (MPS).
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária na Agência da Previdência Social em Itapuã, Salvador (BA). As investigações tiveram início há cerca de quatro meses, após a identificação de acessos indevidos aos sistemas do INSS por estagiários lotados na agência.
As apurações apontaram que os envolvidos promoviam diversas alterações irregulares nos sistemas corporativos, utilizando indevidamente credenciais de acesso de servidores da própria unidade, incluindo o cadastramento fraudulento de representantes legais em benefícios previdenciários, sem o conhecimento ou a autorização de seus titulares.
De acordo com a CGINP, considerando os 97 benefícios fraudados, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 3,5 milhões. Caso as fraudes não tivessem sido detectadas e os pagamentos indevidos continuassem sendo realizados, o prejuízo projetado seria de aproximadamente R$ 99 milhões. As investigações prosseguirão para identificação de outros membros da organização criminosa, bem como delimitar a extensão real dos prejuízos causados.
Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos nos sistemas da Previdência Social.
Há 26 anos, a Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto no combate a crimes estruturados contra o sistema previdenciário. No Ministério da Previdência Social, cabe à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social detectar e analisar os indícios de crimes e fraudes organizadas.























