Fortaleza sedia encontro de gerenciamento costeiro brasileiro com participação central da SPU

Carolina Stuchi, secretária do Patrimônio da União, reforça a missão socioambiental da do MGI e da SPU na abertura do XV ENCOGERCO, no Ceará. Foto: SPU/MGI

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O Brasil possui um dos 20 maiores litorais do mundo. Um país continental como o nosso recebeu da natureza não apenas vantagens geográficas, mas também desafios de enormes proporções. Gerenciar as áreas costeiras com responsabilidade, modernizar-se sem abrir mão da sustentabilidade e zelar por um território valioso, inclusive cuidando dos recursos e das pessoas que ali vivem, é uma missão complexa e urgente. É nesse cenário que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), assume papel central na coordenação do gerenciamento costeiro brasileiro e participa ativamente do XV Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO).

Após 40 anos da última edição realizada no Ceará, o evento retorna a Fortaleza em sua 15ª edição, reunindo, ao longo de três dias, grupos de trabalho, mesas-redondas, palestras e apresentações de pôsteres científicos, com o objetivo de gerar subsídios para a revisão do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, documento criado em 1997. Na cerimônia de abertura do evento, realizada nesta segunda-feira (29/9) no Centro de Eventos do Ceará, a secretária do Patrimônio da União, Carolina Stuchi, reforçou a missão da SPU de valorizar o patrimônio imobiliário em sua dimensão socioambiental, com foco na destinação de imóveis para causas relevantes por meio do programa Imóvel da Gente.

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“A maior parte da população brasileira vive no nosso litoral, e é por isso que precisamos olhar com carinho para esses territórios, pensando em destinações que favoreçam a proteção ambiental, com benefícios reais para as populações dessas regiões. É nesse sentido que pretendemos continuar atuando. Todo esse planejamento que estamos discutindo, e a importância que damos ao Projeto Orla, que prevê a gestão integrada das zonas costeiras, mostram isso”, pontuou a secretária.

O coordenador-geral de Gestão de Territórios Costeiros e Marginais da SPU, André Nunes, destaca que a realidade do litoral brasileiro mudou significativamente nas últimas décadas. Para ele, o Plano Nacional precisa refletir essas transformações. “Desde o início das discussões sobre a revisão do plano, a SPU participa ativamente. Mas, neste encontro presencial, vamos aprofundar o debate em quatro pilares principais: a vulnerabilidade costeira e as adaptações às mudanças do clima; o ordenamento territorial integrado; a conservação e recuperação dos ecossistemas costeiros; e a participação social na gestão das regiões litorâneas pelos povos que as ocupam. Em todas essas áreas, nós, da SPU, temos muito a contribuir”, afirmou.

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A programação começou com uma reunião entre gestores costeiros de 17 estados brasileiros, além dos superintendentes da SPU, representantes do Ministério Público Federal e de órgãos ambientais. O objetivo foi alinhar estratégias e promover uma contribuição conjunta entre as esferas de governo.

Até quinta-feira (02/10), o XV ENCOGERCO, que bateu recorde de público, segue com fóruns de discussão envolvendo mais de 800 participantes, entre gestores estaduais e municipais, pesquisadores, representantes de setores econômicos, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais. A proposta é construir, de forma colaborativa, um novo olhar sobre o futuro da zona costeira brasileira, integrando conhecimento técnico, diversidade cultural e compromisso ambiental.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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