Ministra Macaé Evaristo celebra tradição centenária de reinados em Diamantina (MG) e reforça importância de políticas de fomento à cultura

(Foto: Duda Rodrigues/MDHC)

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No último domingo (26), a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou das celebrações do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, no distrito de Curralinho, em Diamantina (MG), região do Vale do Jequitinhonha. A visita incluiu reunião na Prefeitura Municipal e presença na tradicional procissão.

(Foto: Duda Rodrigues/MDHC)
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Durante a celebração, a ministra destacou o valor histórico, religioso e cultural das guardas de reinado e congadas de Minas Gerais, reconhecidas como patrimônio cultural imaterial do Brasil. “Há lugares em Minas Gerais em que as guardas foram criadas ainda por volta de 1700. Sempre foi uma forma de congregar nossas comunidades, de celebrar a nossa fé e de fazer a resistência da nossa cultura”, afirmou.

Macaé ressaltou, no entanto, que essas tradições ainda carecem de políticas públicas de apoio e fomento, e que muitas ainda dependem de doações e do esforço coletivo das famílias para manter viva a celebração.

“É importante reconhecermos isso. Hoje, nós temos, no governo do presidente Lula, uma política sistematizada com a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc, por exemplo, e as nossas guardas precisam ser lembradas na hora de fazer os editais”, pontuou, chamando a atenção para a necessidade de simplificar os processos burocráticos.

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“O nosso povo sabe fazer festa. E elas acontecem ano após ano, mas as exigências acabam excluindo as nossas guardas. É possível simplificar esse processo, e temos feito esse trabalho em Minas Gerais, porque sabemos que a celebração é importante e que a cultura faz parte da nossa existência”, destacou.

(Foto: Duda Rodrigues/MDHC)
(Foto: Duda Rodrigues/MDHC)

Para Macaé, fortalecer as guardas e os reinados também é uma ação alinhada à promoção do afro-turismo, que também tem recebido bastante incentivo do Governo do Brasil para promover desenvolvimento local e turismo sustentável, gerando renda e oportunidades de trabalho para as comunidades.

“Quantas pessoas uma guarda mobiliza? Eu olho para vocês e fico pensando em quantas pessoas conseguem a possibilidade de trabalhar e ter alguma remuneração por conta dessa manifestação cultural. Estamos aqui em Curralinho, uma região maravilhosa, e queremos fomentar um turismo sustentável e respeitoso com as tradições dos lugares”, disse.

A ministra concluiu sua fala reafirmando o compromisso do governo federal com a valorização das tradições populares, quilombolas, indígenas e de matriz africana. “Fortalecer as guardas também é uma forma de fortalecermos a cadeia produtiva e garantir, para as nossas comunidades, meios de sobreviver e permanecer nos nossos lugares”, concluiu.

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Edição: F.T.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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