Ministro da CGU lidera delegação brasileira na 11ª Conferência da Convenção da ONU contra a Corrupção

Vinícius de Carvalho discursou durante a sessão plenária principal da conferência - Foto: Ascom/CGU

publicidade

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, participa, nesta segunda-feira (15), da 11ª Conferência dos Estados Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, a COSP11, realizada em Doha, no Catar. O ministro chefia a delegação brasileira no evento, que reúne representantes da CGU, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Advocacia-Geral da União, da Polícia Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério do Esporte e do Tribunal de Contas da União. O secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes, atua como subchefe da delegação.

O ministro discursou durante a sessão plenária principal da conferência.  Vinícius de Carvalho reforçou a necessidade de fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento à infiltração do crime organizado no poder público e apresentou medidas adotadas no Brasil para o engajamento do setor privado no combate à corrupção, pelo fortalecimento da governança e pela ampliação da transparência. Entre os pontos que foram destacados estão o aprimoramento do Portal da Transparência, com a criação de mecanismos que permitem ao cidadão rastrear emendas parlamentares, a revisão de sigilos considerados indevidos ou ilegais, e a maior cooperação entre o Ministério Público Federal, a Advocacia-Geral da União, a CGU e a Polícia Federal, que resultou em operações conjuntas entre 2023 e 2025, envolvendo aproximadamente US$ 2,22 bilhões.

“O Brasil retorna a esta plenária com uma convicção firme: a integridade deve ser a base de toda a ação estatal. A corrupção continua a minar o desenvolvimento, drenar recursos públicos e afetar de forma desproporcional os mais vulneráveis. Sob a presidência do presidente Lula, o fortalecimento da integridade pública não é apenas uma medida preventiva contra a corrupção, mas também uma resposta estratégica ao crime organizado. Instituições transparentes e responsáveis são a primeira linha de defesa contra a captura do Estado por redes criminosas — uma ameaça inerentemente transnacional que exige cooperação internacional”, enfatizou Vinícius de Carvalho.

Leia Também:  Norma define diretrizes de sustentabilidade para o programa Selo Verde

Contribuições brasileiras

O titular da CGU destacou ainda que o Brasil contribui globalmente por meio da ferramenta Climate Scanner, liderada pelo Tribunal de Contas da União, e através de salvaguardas de integridade implementadas na realização da COP30, incluindo um canal específico de Ouvidoria.

Além disso, ao assumir a copresidência da Parceria para Governo Aberto este ano, o Brasil reafirma que a integridade e a participação são centrais para as políticas públicas. Na COSP, o ministro convidou todos os países a se juntarem a esta iniciativa pela integridade global.

Esta semana, o Brasil apresenta à conferência uma proposta de resolução dedicada ao fortalecimento da prevenção e do combate à corrupção associada a crimes que afetam o meio ambiente. O texto foi produzido em copatrocínio com a Namíbia e será submetido à votação dos Estados signatários da convenção. A proposta tem o objetivo de lapidar a efetividade de serviços e políticas públicas relacionados à conservação ambiental e à mitigação de crises climáticas, além de reforçar mecanismos de fiscalização, a responsabilização de agentes públicos e privados e a transparência, como instrumentos de prevenção à corrupção.

COSP

A Conferência dos Estados Partes é o principal órgão decisório da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e tem como função apoiar a implementação do tratado pelos países signatários, além de orientar os trabalhos técnicos conduzidos pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O encontro ocorre a cada dois anos com o objetivo de discutir desafios e tendências emergentes no enfrentamento à corrupção, bem como adotar resoluções sobre o tema.

A edição deste ano conta com a participação de mais de 180 delegações oficiais, além de observadores e representantes da sociedade civil. A programação inclui sessões plenárias, diálogos de alto nível, negociações de resoluções e eventos paralelos dedicados a temas específicos. Está prevista a negociação de nove resoluções apresentadas por diferentes delegações.

Leia Também:  Ministério do Turismo anuncia resultado de edital para mapeamento do Turismo de Observação de Aves no Brasil

Histórico

Na edição anterior da conferência, realizada em Atlanta, nos Estados Unidos, em dezembro de 2023, foi celebrado o marco de 20 anos da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC). Na ocasião, foram aprovadas 12 resoluções e duas decisões relacionadas ao avanço da implementação do tratado. As discussões abordaram temas como recuperação de ativos, cooperação internacional, integridade no setor privado, corrupção ambiental, gênero e direitos humanos.

O Brasil atuou como patrocinador da resolução que trata da oferta de incentivos ao setor privado para a adoção de medidas de integridade com foco na prevenção e no combate à corrupção.

O Brasil retorna a esta plenária com uma convicção firme: a integridade deve ser a base de toda a ação estatal. A corrupção continua a minar o desenvolvimento, drenar recursos públicos e afetar de forma desproporcional os mais vulneráveis. Sob a presidência do Presidente Lula, o fortalecimento da integridade pública não é apenas uma medida preventiva contra a corrupção, mas também uma resposta estratégica ao crime organizado. Instituições transparentes e responsáveis são a primeira linha de defesa contra a captura do Estado por redes criminosas — uma ameaça inerentemente transnacional que exige cooperação internacional.

Avanços do Brasil 

O Brasil tem empreendido um esforço abrangente para fortalecer a administração pública, guiado pelo respeito à separação de Poderes e à independência institucional. Esse avanço reflete-se na pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2025 sobre confiança nas instituições públicas. 

O levantamento mostra que a confiança no governo federal brasileiro aumentou de 26%, em 2022, para 38%, em 2025, acima da média regional. A confiança nos serviços públicos passou de 24% para 41%. A Revisão de Integridade da OCDE também reconhece os avanços do Brasil no fortalecimento de seu marco de integridade pública.

 

Fonte: Controladoria-Geral da União

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade