Novo PAC fortalece indústria naval com lançamento da Fragata Cunha Moreira

Governo Federal participa cerimônia de lançamento ao mar da Fragata Cunha Moreira, empreendimento estratégico apoiado pelo Novo PAC para fortalecer a indústria nacional de defesa e a capacidade tecnológica do país. - Foto: Ricardo Stuckert /

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O lançamento ao mar e o batismo da Fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), marcaram nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC), mais um avanço na modernização da Marinha do Brasil e no fortalecimento da indústria nacional de defesa. Integrante da Nova Indústria Brasil (NIB), o programa promove a transferência de tecnologia, estimula a produção nacional e contribui para a soberania do país. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, participou da cerimônia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões integram o Novo PAC, o Programa Fragatas Classe Tamandaré deverá gerar cerca de 23 mil empregos, sendo 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos, ao longo de sua execução.

A ministra Miriam Belchior destacou que os investimentos do Novo PAC vão além da execução de obras, pois impulsionam a capacidade produtiva e tecnológica da nação. “O Novo PAC não faz só obra. O programa visa ao futuro do país. Estamos olhando esses investimentos como uma oportunidade para ampliar a capacidade produtiva e tecnológica do Brasil e preparar o país para, no futuro, exportar produtos sofisticados para o resto do mundo”, afirmou.

A Fragata Cunha Moreira é a terceira embarcação da Classe Tamandaré construída em Itajaí, e seu lançamento ao mar indica que ela está apta a navegar. A entrega definitiva do navio ao setor operativo da Marinha ocorrerá em 2028, após a instalação de sistemas, armamentos e outras etapas internas.

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Na cerimônia, o presidente Lula ressaltou que o programa representa um passo importante para o fortalecimento da soberania nacional. “É com muito orgulho que eu venho participar de mais um lançamento de uma fragata brasileira. Isso, para mim, não é um navio. Não é um monte de ferro com produtos tecnológicos de primeira linha. Isso é o começo de um país que vai assumir, de fato, o direito de ser soberano.”

O presidente acrescentou que a Defesa está entre as prioridades do Governo Federal para o desenvolvimento do país. “Além da educação, da saúde, da transição energética e da inteligência artificial, a Defesa faz parte das minhas prioridades para transformar esse país no verdadeiro país que ele tem que ser.”

Novo PAC fortalece indústria naval com lançamento da Fragata Cunha Moreira
"O Novo PAC não faz só obra. O programa visa ao futuro do país", diz Miriam em lançamento da Fragata Cunha Moreira

O PROGRAMA – O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção e a incorporação de quatro navios militares de alta complexidade tecnológica para modernizar e expandir a capacidade operacional da Marinha do Brasil. As embarcações possuem capacidade de deslocamento de 3.500 toneladas, 107 metros de comprimento, convés de voo e hangar para helicópteros, além de radares, sistemas de armas avançados e sensores integrados, atendendo aos mais rigorosos padrões de navegabilidade, estabilidade, operação, desempenho e segurança.

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A primeira fragata do PFCT, Tamandaré, já foi lançada e incorporada à Marinha do Brasil. Na sequência, a Jerônimo de Albuquerque foi entregue em agosto de 2025, com incorporação prevista para o primeiro semestre de 2027. A quarta embarcação, Mariz e Barros, começou a ser construída no início deste ano, e a cerimônia de batismo deverá acontecer ainda em 2026.

O PFCT permitirá ao país ampliar sua capacidade de proteger a Amazônia Azul – área marítima brasileira com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados – , realizar operações de busca e salvamento e cumprir compromissos internacionais.

NACIONALIZAÇÃO – Além dos impactos na área de defesa, o programa impulsiona a indústria brasileira ao estimular a nacionalização de sistemas avançados, a transferência de tecnologia e a qualificação de empresas nacionais para atuar na produção, manutenção e modernização das embarcações ao longo de todo o seu ciclo de vida. A iniciativa também gera demanda para a cadeia produtiva nacional, extrapolando o entorno do estaleiro e promovendo maior inclusão produtiva em diversos segmentos industriais.

Fonte: Casa Civil

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