Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos promove formação sobre gênero, masculinidade e violências

(Foto: Luise Aguirra/ONDH)

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A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH) promoveu, nesta segunda-feira (30), a segunda atividade do ciclo formativo de 2026, voltado à qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras da do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A formação, cuja primeira edição foi realizada na quinta-feira (26) especialmente para as pessoas que trabalham na Central DISQUE100 e apresentou o tema “Gênero, Masculinidades e Violências”, com o objetivo de aprofundar o debate e fortalecer práticas institucionais alinhadas à promoção e defesa dos direitos humanos.

O encontro abordou conceitos como a construção social do gênero, os diferentes tipos de violência de gênero (física, psicológica, sexual, moral, patrimonial e institucional) e a violência enfrentada por mulheres trans e travestis. Nas duas edições foi discutida a diferença entre masculinidade e machismo, a construção social e o conceito de masculinidade hegemônica, bem como, a importância da responsabilização masculina na produção das violências,.

Para a coordenadora-geral do Disque Direitos Humanos da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), Franciely Cunha, é de extrema importância a formação e a capacitação continuada das servidoras e servidores nos mais diversos temas, para que a denúncia tenha encaminhamento e acompanhamento corretos: “Iniciamos o ciclo de formação da ONDH – 2026, um ciclo muito importante, pois se trata de formação em direitos humanos, em questões de denúncias e violações de direitos humanos, abrangendo os mais diversos temas necessários tanto para a Ouvidoria quanto para os demais trabalhadores, servidores e para os operadores do Disque 100, que têm contato direto todos os dias, 24 horas por dia, com violações de direitos humanos”.

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Ainda de acordo com Franciely, o ciclo de formação vai continuar durante todo o ano, com diversas formações sobre diversos temas, capacitando os nossos operadores para que a denúncia seja melhor encaminhada e acompanhada.

O evento incluiu uma mesa de debatedores, com Erikah Pinto Souza, doutora em ensino de matemática, é especialista em Gênero e Diversidade na Escola e atualmente faz parte da Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+; Miriam Gomes Alves , Coordenadora-Geral de Educação e Cultura em Direitos Humanos da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa de Direitos Humanos (SNDH) é autora do livro: Masculinidades Negras na Educação de Jovens e Adultos, Roberta de Ávila e Silva Porto, é psicóloga, subsecretária de atividade psicossocial da defensoria pública do Distrito Federal e mediadora certificada pelo TJDFT,que discutiram as masculinidades na proteção dos direitos humanos e no combate à violência sexual e de gênero, além de, Vidda Guzzo, analista na Coordenação-Geral de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (MDHC e, Doutoranda em Ciência Política pela Universidade de Brasília-UnB.

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A formação também destacou marcos importantes na legislação brasileira contra a violência de gênero, como a Lei Maria da Penha (2006) e a Lei do Feminicídio (2015), além de recursos adicionais como documentários e grupos terapêuticos para homens e grupos reflexivos para homens agressores.

Roberta de Ávila, Psicóloga e Subsecretária de Atividade Psicossocial da Defensoria Pública do Distrito Federal, foi uma das facilitadoras da formação e destacou que acredita que a cultura institucional precisa andar ancorada na equidade de gênero: “A capacitação continuada reflete diretamente na qualidade dos serviços prestados, aumentando a consciência dos servidores sobre seu impacto na sociedade. Então, compreender sobre masculinidades, desigualdades estruturais, gênero, racismo e LGBTfobia são fundamentais, uma vez que subjazem às violências”.

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Texto: R.M.

Edição: G.O.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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