
Gazeta do Povo
Fábio Galão
Justificando que a Bolívia encontra em emergência econômica, financeira, energética e social e anunciou a suspensão dos subsídios aos combustíveis, o presidente Rodrigo Paz anunciou o fim dos subsídios aos combustíveis, situação que se estendia há duas décadas.
A medida era utilizada pelo governo boliviano desde 2004 para segurar os preços dos combustíveis. Paz argumentou que tal política se tornou “absolutamente irracional” e agora será substituída pelo estabelecimento de preços “claros e públicos”.
O mandatário de centro-direita, que ao assumir a presidência em novembro deu ao fim a quase 20 anos ininterruptos de governos do partido Movimento ao Socialismo (MAS), disse que a Bolívia enfrenta “a pior crise econômica, financeira, social e ambiental da história”.
“Se eu disser que está tudo bem, todos os bolivianos sabem que é mentira”, disse o presidente em pronunciamento, segundo informações do jornal El Deber.
“A Bolívia está doente. Foi devastada como em uma guerra. Fomos abandonados, fomos saqueados como país”, disse Paz.
Além do fim dos subsídios, o presidente boliviano anunciou reajustes e ampliação de benefícios sociais e elevação do salário mínimo em 20%. Outra medida do pacote é a proibição de que o Banco Central da Bolívia volte a financiar empresas públicas.
Os Estados Unidos elogiaram o pacote econômico anunciado por Paz. “Os Estados Unidos saúdam o anúncio feito hoje pelo presidente Rodrigo Paz de um importante pacote de reformas econômicas com o objetivo de restaurar a estabilidade, a prosperidade e o investimento na Bolívia após décadas de políticas fracassadas”, disse o secretário de Estado, Marco Rubio, em comunicado.


















