Relatório do app Cultura Viva & Clima reúne mais de 700 ações e fortalece agenda da justiça climática na Cultura Viva

Foto: Giba/MinC

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A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura pela Justiça Climática, realizada em Aracruz (ES), foi palco da entrega oficial ao Ministério da Cultura (MinC) do relatório preliminar do aplicativo Cultura Viva & Clima, plataforma colaborativa que já reúne mais de 700 ações socioambientais cadastradas por Pontos e Pontões de Cultura do Brasil e da América Latina.

O documento foi entregue por José Maria Zehma, coordenador do Pontão de Cultura Rede Ajuricaba, e Patrícia Simonelly, ao diretor da Política Nacional Cultura Viva, João Pontes, consolidando uma etapa importante do processo de articulação entre cultura, meio ambiente e justiça climática no âmbito da Rede Cultura Viva.

“A gente está aqui, em nome do Pontão de Cultura Rede Ajuricaba, entregando para o Ministério da Cultura o relatório do aplicativo Cultura Viva & Clima. Tivemos mais de setecentos projetos cadastrados na rede, fortalecendo essa cultura de clima. Estamos cumprindo o compromisso assumido com a Rede e entregando esse material ao Ministério”, afirmou José Maria Zehma.

Desenvolvido integralmente com softwares livres, o aplicativo foi criado em parceria entre a Rede Ajuricaba, a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e o Ministério da Cultura, com o objetivo de mapear, conectar e fortalecer experiências culturais voltadas à sustentabilidade socioambiental e ao enfrentamento da crise climática.

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A iniciativa busca consolidar um grande mapa colaborativo da Cultura Viva Climática, valorizando práticas comunitárias, saberes ancestrais e redes territoriais que atuam na interseção entre cultura e meio ambiente. O levantamento também deve contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à cidadania climática.

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Foto: Divulgação

Ao receber o relatório, João Pontes destacou a relevância estratégica da articulação construída pela Rede Ajuricaba e o papel histórico da Cultura Viva na construção de respostas coletivas para os desafios ambientais contemporâneos.

“A Rede Ajuricaba é uma articulação muito importante dos Pontos e Pontões de Cultura do Pará, fomentada pelo Ministério da Cultura e responsável por ações fundamentais nesse processo”, destacou.

Pontes ressaltou que a 6ª Teia Nacional tem como um de seus principais desafios pensar estratégias concretas para o fortalecimento da Rede Cultura Viva diante da emergência climática.

“Os grupos culturais de base comunitária são aqueles que historicamente acumulam soluções e modos de relação com a natureza que rompem com uma visão antropocêntrica. São experiências que demonstram, na prática, outras formas de convivência entre humanidade e ambiente”, afirmou.

O diretor também enfatizou a importância de ampliar o alcance da plataforma para além dos territórios onde a experiência já está consolidada.

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“Parabenizo pela iniciativa do aplicativo e desejo que essas experiências cheguem ao conjunto dos Pontos de Cultura, não só no Pará, mas em todo o Brasil, na América Latina e no mundo”, completou.

Sobre o aplicativo

Lançado às vésperas da 6ª Teia Nacional, o app Cultura Viva & Clima já demonstra forte adesão da rede e segue aberto para novos cadastros de projetos, ações e eventos voltados à mobilização socioambiental.

A proposta reafirma a cultura como ferramenta estratégica para a preservação de saberes, o fortalecimento comunitário e a construção de respostas coletivas para a crise climática, ampliando o papel da Política Nacional Cultura Viva como referência de participação social e transformação territorial.

Teia Nacional

A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.

Fonte: Ministério da Cultura

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