Brasília (DF) – Com o apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), mais de 20 jovens da região amazônica participaram da Gamescom Latam no Distrito Anhembi, em São Paulo, a edição latina do maior evento de games do mundo. A ação faz parte do projeto Headscon, realizado pelo Instituto Gamecon, cujo objetivo é impulsionar o ecossistema gamer na Amazônia Legal, com foco na formação, profissionalização do setor e estímulo ao empreendedorismo.
Realizada por meio de termos de fomento com o MIDR, a Headscon já teve edições no Acre e no Espírito Santo, e selecionou jovens da Amazônia Legal e do Espírito Santo para compor a delegação que foi à Gamescom Latam, oferecendo oportunidades de intercâmbio de experiências com diversos atores da cadeia produtiva da economia criativa dos games.
Para a coordenadora-geral de Fortalecimento de Capacidades dos Entes Federados do MIDR, Taciana Leme, a participação do Ministério neste projeto tem sido emocionante e extremamente importante. “Participamos deste projeto desde o lançamento em 2023. Queremos ampliar as ações de fomento e o alcance dos projetos já desenvolvidos e em desenvolvimento no Acre, na Amazônia Legal e no Espírito Santo. É fundamental conseguirmos evidenciar caminhos concretos para o desenvolvimento de capacidades locais e a geração de oportunidades reais para jovens e adultos nos territórios”, comenta.
Taciana Leme também acrescenta que representar o MIDR na Gamescom Latam foi um momento oportuno para divulgar o Desenvolvimento em Jogo como uma estratégia de jogos sérios aplicada ao desenvolvimento regional. “Nosso Edital de Melhores Práticas do Desenvolvimento em Jogo já foi lançado e estar neste evento possibilitou que a gente pudesse buscar parcerias, além de ampliar a divulgação das inscrições que serão encerradas em agosto”, fala.
Economia criativa e digital
A indústria de games integra um ecossistema mais amplo da economia criativa e digital, envolvendo áreas como programação, design, audiovisual, marketing, produção cultural e eventos. A natureza digital dessa cadeia reduz barreiras geográficas e amplia possibilidades de inserção produtiva para territórios historicamente afastados dos grandes centros econômicos. No contexto da Amazônia Legal, o setor apresenta potencial para estimular a formação de jovens, fortalecer capacidades locais e articular narrativas culturais e territoriais a novas oportunidades econômicas.
O curador-geral da Headscon, Marcelo Minutti, ressalta o papel do Brasil na indústria de games. “Quando olhamos para um mercado que já movimenta mais de US$ 180 bilhões no mundo e segue em crescimento, fica claro o tamanho da oportunidade que temos nas mãos. O Brasil já é um dos principais mercados globais, com mais de 100 milhões de jogadores, e iniciativas como a Headscon mostram que é possível transformar esse potencial em desenvolvimento real, ampliando o acesso e descentralizando a produção para regiões como a Amazônia”, explica.
A participação do MIDR na iniciativa está alinhada à agenda de fortalecimento de capacidades e diversificação econômica em territórios historicamente afastados dos grandes centros de inovação. A proposta busca explorar o potencial da economia criativa e digital como ferramenta complementar de desenvolvimento regional, especialmente para jovens da Amazônia Legal.
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional


























