O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) promoveu, nessa quarta-feira (20), a pré-estreia do filme “Só Não Posso Dizer o Nome”, dirigido por Helvécio Ratton, no auditório do Ministério da Cultura, em Brasília (DF).
A exibição teve entrada gratuita e integrou a programação oficial do III Congresso Brasileiro de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, reforçando o compromisso institucional com a prevenção, o enfrentamento e a sensibilização da sociedade sobre às violações de direitos que atingem crianças e adolescentes em todo o país.
Com produção da Quimera Filmes, duração de 94 minutos e classificação indicativa de 16 anos, o longa narra a história de Tina, jovem que decide denunciar o padrasto pelos abusos sexuais sofridos durante a infância. Ao decidir processar o padrasto, a personagem enfrenta dificuldade de romper pactos familiares e sociais, trazendo à tona os impactos do silêncio e da violência sofrida dentro de casa.
O roteiro é livremente inspirado na novela gráfica homônima de Nati Chuleta, baseada em sua própria vivência. Para a coordenadora-geral de Enfrentamento às Violências do MDHC, Célia Nahas, o filme reforça a importância da arte e da cultura como instrumentos de sensibilização e mobilização social e também como ferramenta para o enfrentamento às violências que atingem meninas e meninos no Brasil.
“A história retrata, com profundidade e humanidade, as consequências do silenciamento das vítimas, mostrando de forma impactante e suave, mas também necessária, as tramas da violência sexual dentro do ambiente familiar”, afirmou.
O elenco reúne nomes como Lara Martinelli, Laura del Picchia, Talita Braga, Bruno Matos e Leandro Bolina. A produção também conta com fotografia de Lauro Escorel, montagem de Mair Tavares, direção de arte de Adrian Cooper e trilha sonora original assinada por André Abujamra.
A iniciativa busca ampliar o debate público sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes e sensibilizar a sociedade para as barreiras enfrentadas pelas vítimas no processo de denúncia e reconstrução de suas trajetórias. A obra tem estreia nacional prevista para o segundo semestre de 2026.
Revisão do Plano Nacional
Nesta edição, o congresso também conta com a Etapa Nacional de Revisão do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, considerado um dos principais instrumentos de orientação das políticas públicas em todo o território nacional.
Na quarta-feira (20), a Universidade de Brasília (UnB) sediou a Etapa Nacional de Revisão, com grupos de trabalho das áreas de saúde, educação, assistência social e segurança pública para discutir diretrizes e estratégias de atualização do plano.
Congresso Brasileiro
O III Congresso Brasileiro de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizado em Brasília entre os dias 18 e 21 de maio, reúne representantes do poder público, organizações da sociedade civil, especialistas e integrantes do Sistema de Garantia de Direitos de todas as regiões do país.
O evento é organizado pela Comissão Intersetorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, com apoio do governo federal, da Rede ECPAT Brasil, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Childhood Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef Brasil), da Coalização Brasileira pelo Fim das Violências contra Crianças e Adolescentes e do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
O encerramento do evento ocorreu na manhã desta quinta-feira (21), no Museu Nacional da República, e contou com transmissão ao vivo pelo canal oficial do MDHC no YouTube.
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Texto: P.V.
Edição: F.T.
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