O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) realizou, na Escola Família Agrícola (EFA) Ori, em Orizona (GO), o primeiro mutirão de tecnologia social para captação de água da chuva,. O evento contou com a entrega de três motocultivadores destinados às atividades pedagógicas e produtivas da Unidade de Referência Tecnológica (URT) que está sendo implantada pelo MDA. Os próprios alunos participaram da montagem dos equipamentos, conhecendo de forma prática o funcionamento do maquinário e compreendendo como a mecanização adaptada pode contribuir para melhorar a produção da agricultura familiar.
Em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a CODEVASF, as ações têm como foco a capacitação de jovens rurais, promovendo vivências práticas, demonstrações de tecnologias sociais e participação ativa dos estudantes em processos de formação, desenvolvimento e disseminação tecnológica. As ações também buscam ampliar o acesso a máquinas e equipamentos agrícolas adaptados à realidade da agricultura familiar, fortalecendo a produção rural com tecnologias acessíveis, sustentáveis e adequadas às necessidades dos pequenos produtores.
Durante a atividade, estudantes, equipe técnica do MDA e profissionais da UFG também iniciaram a construção coletiva de uma cisterna com capacidade para 30 mil litros de água, reforçando práticas sustentáveis e soluções voltadas à convivência com os desafios climáticos no meio rural. A unidade também receberá ainda nos próximos dias um micro trator, 10 kits de irrigação e uma casa de farinha móvel.
“A ideia é mostrar que a agricultura familiar pode ser moderna, inovadora e cheia de oportunidades para as novas gerações” explica Ana Pupe, coordenadora-geral de Infraestrutura e Superação da Pobreza Rural do MDA. Ela explica que ao unir formação, tecnologia social, mecanização adaptada e protagonismo juvenil, a iniciativa reforça o compromisso do MDA com o fortalecimento da juventude rural. “Os jovens querem permanecer no campo com dignidade, perspectiva de futuro e capacidade de transformar suas próprias comunidades.”, completa ela.
Vivendo e aprendendo
Para a estudante da EFA Ori, Maria Vitória, de 16 anos, o mutirão serviu para aprender muita coisa. “Assistimos as palestras do MDA, montamos o motocultivador, depois a gente foi pra caixa de captação de água, peneiramos areia, carregamos massa. Fizemos de um tudo hoje!” O estudante Luís Henrique, de 15 anos, concorda. “Eu acho que o motocultivador vai ajudar muito na capinação, porque capinar (na mão) exige um esforço meio grande”. O estudante Gustavo, de 15 anos, reforçou a importância de acompanhar de perto. “Eu fiquei olhando como é que fazia as coisas pra ter uma noção de como faz. Eu nunca tinha visto fazer caixa d’água daquele jeito!”
“A unidade tem contribuído para o despertar de um novo olhar sobre o sentido das tecnologias”, explica o professor Adriano Rodrigues de Oliveira, da UFG. Ele ressalta que muitas vezes as famílias rurais encontram muitos obstáculos para acessar as inovações, e que a parceria tem transformado essa realidade. “Esse trabalho fortalece a transição agroecológica, amplia a autonomia das famílias agricultoras, e criar condições para a permanência da juventude no campo.”
O secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental, Moisés Savian, enfatiza a importância dos territórios na realização das políticas públicas. “O alinhamento entre governo, universidade e sociedade é benéfico tanto para a situação de hoje, onde a comunidade tem acesso ao equipamento, quanto para o futuro desses jovens, que poderão aumentar a produtividade e diminuir a penosidade do trabalho”, completa ele.
Texto: Jerônimo Calorio, Ascom SFDT/MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar


























