Mais de 12 mil profissionais de saúde de todo o país já se inscreveram no curso de Aprimoramento da Prática em Insulinoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A qualificação integra a estratégia nacional de transição da insulina humana NPH para a insulina glargina, análoga de ação prolongada, e reúne ações de qualificação profissional, organização do cuidado e fortalecimento da produção nacional do medicamento.
A formação é ofertada na modalidade de ensino a distância, com 80 horas de duração, suporte técnico durante sete meses e certificação ao final. As inscrições seguem abertas durante o período do curso e são realizadas gratuitamente. O curso é destinado a médicos, profissionais habilitados para a indicação de terapias com insulina e enfermeiros responsáveis pelo acompanhamento clínico, orientação e apoio ao autocuidado das pessoas com diabetes, além de farmacêuticos que atuam na dispensação de insulinas, na orientação sobre dispositivos aplicadores e no monitoramento da adesão ao tratamento.
A estrutura curricular é composta por três módulos temáticos e 13 disciplinas, que abordam conteúdos relacionados ao manejo da insulinoterapia, incluindo aspectos clínicos, organização do cuidado, acompanhamento das pessoas com diabetes e estratégias de apoio ao autocuidado. O Ministério da Saúde propôs as disciplinas “Panorama das insulinas no SUS” e “Migração de Insulinas humanas para análogas e monitoramento”, com foco no processo de nacionalização da insulina glargina.
A formação reúne diferentes recursos educacionais, como teleaulas, aulas interativas, e-books, estudos de caso, simulações clínicas e atividades desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem. Os conteúdos foram organizados para relacionar os temas abordados às situações encontradas no cotidiano dos serviços da Atenção Primária à Saúde.
Glargina
A insulina glargina é uma insulina análoga de ação prolongada que apresenta mais praticidade e segurança ao tratamento das pessoas que convivem com diabetes. A iniciativa é voltada, neste primeiro momento, para crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Com duração de até 24 horas, a glargina, na maioria dos casos, permite uma única aplicação diária, reduzindo a quantidade de doses ao longo do dia. A tecnologia também proporciona maior estabilidade dos níveis de glicose e está associada a menor risco de hipoglicemia, especialmente durante a noite. Outro diferencial é a facilidade de uso, pois, ao contrário da insulina NPH, a glargina não precisa ser agitada antes da aplicação. Esses benefícios podem favorecer a adesão ao tratamento e contribuir para mais segurança e qualidade de vida das pessoas com diabetes.
Inscreva-se gratuitamente no curso de aprimoramento em insulinoterapia no SUS
Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde

























