Órgãos públicos do DF passam a operar em rede integrada e segura do Governo do Brasil

Foto: Helio Montferre/MCom

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As forças de segurança do DF deram um passo inédito rumo à integração de suas comunicações. O Ministério das Comunicações apresentou, nesta quinta-feira (25), em Brasília (DF), os avanços da Rede Privativa do Governo Federal, projeto estratégico que cria uma infraestrutura exclusiva para órgãos públicos e permite que instituições que operavam em sistemas distintos passem a se comunicar em um ambiente único, seguro e integrado. O investimento é de R$ 1 bilhão e estará concluída até dezembro de 2027.

“Essa ação, em parceria com o Ministério da Justiça, é mais uma iniciativa do governo do presidente Lula para combater a criminalidade, agilizar a comunicação crítica, integrando as forças de segurança”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Para o ministro da Justiça, Wellington César Lima, o combate ao crime organizado não é tarefa de apenas um órgão. “A transversalidade é necessária e indispensável, e este ato ilustra isso. Sem a comunicação e sem integração das forças de segurança pública e os órgãos de governo da cooperação interinstitucional e interfederativa nós não estaremos à altura do combate ao crime organizado”, afirmou.

Durante o evento, foi realizada a demonstração da integração da Rede Privativa Móvel, que já conecta a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal. Até então, cada uma dessas instituições operava em sistemas próprios de comunicação, que não se comunicavam entre si.

“É a primeira vez que todos os sistemas estão integrados num projeto em que a soberania tecnológica é o principal fundamento. A partir de agora, todas as forças de segurança e das forças armadas estão no mesmo guarda-chuva, conversando com criptografia e segurança”, destacou o secretário Nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa.

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Com a Rede Privativa, pela primeira vez, as corporações passam a compartilhar comunicações em uma mesma infraestrutura, de forma integrada e segura, ampliando a coordenação de operações e fortalecendo a capacidade de resposta em situações que exigem atuação conjunta.

O ministro Frederico de Siqueira Filho reforçou que o Estado brasileiro precisava de uma infraestrutura própria, segura e preparada para situações críticas. “Os serviços públicos essenciais não podiam mais depender das redes comerciais, especialmente em casos de emergência, operações de segurança e grandes eventos. Hoje estamos apresentando uma resposta concreta a um desafio antigo”, frisou.

A CEO da EAF, Gina Marques, complementou que proteger a informação pública é proteger o próprio Brasil. “Essa rede significa eficiência. Quando os órgãos públicos se comunicam melhor, o Estado atua de forma mais integrada, coordenada e rápida”, reiterou.

A iniciativa representa um marco para a modernização das comunicações públicas e para o fortalecimento da segurança institucional do país. Diferentemente das redes comerciais, a Rede Privativa foi concebida para atender exclusivamente órgãos governamentais, garantindo maior controle sobre o tráfego de informações e mais proteção para comunicações sensíveis.

“Essa ação e, inclusive projetos de dados e data centers que podem ser conectados à rede privativa, são essenciais para a nossa soberania”, ressaltou o conselheiro da Anatel, Edson Holanda.

PRIMEIROS ÓRGÃOS JÁ OPERAM COM REDE PRÓPRIA

Além dos avanços na rede móvel, o Ministério das Comunicações apresentou a ativação do primeiro cliente da Rede Privativa Fixa: a Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju (SE).

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A primeira etapa do projeto contempla a conexão de 12 prédios públicos por meio de uma infraestrutura dedicada de 75,5 quilômetros de fibra óptica. Entre os órgãos que passarão a utilizar a rede estão o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

As próximas ativações estão previstas para começar em setembro de 2026 e alcançarão os municípios de Macapá (AP), Rio Branco (AC), Goiânia (GO) e Vitória (ES).

A REDE PRIVATIVA

A Rede Privativa foi criada para conectar órgãos da administração pública federal por meio de uma infraestrutura exclusiva, independente das redes comerciais de telecomunicações.

O projeto possui duas modalidades complementares. A Rede Privativa Fixa utiliza fibra óptica para interligar prédios e unidades administrativas, enquanto a Rede Privativa Móvel integrada permite comunicações seguras em campo e durante operações.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com execução da Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF).

Com a implantação das Redes Privativas, o Governo Federal estabelece uma nova infraestrutura de comunicação para o setor público, elevando os padrões de segurança, integração e eficiência das instituições brasileiras.

Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628

Fonte: Ministério das Comunicações

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