Indígenas, ribeirinhos, quilombolas e ativistas ganham laboratório de informática do Ministério das Comunicações para trabalhar durante a COP30

Foto: Divulgação/Rômulo de Carvalho/IGH CRC Belém

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Indígenas, ribeirinhos, quilombolas e ativistas que participarão da COP30, em Belém (PA), agora contam com um laboratório de informática totalmente equipado para produzir conteúdo, se comunicar com o mundo e ampliar suas vozes durante o evento.

O espaço foi instalado pelo Ministério das Comunicações (MCom), dentro da Casa Maraká, com 30 computadores doados e recondicionados pelo Programa Computadores para Inclusão, em parceria com o Instituto Gustavo Hessel e o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) de Belém.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou o papel da inclusão digital como ferramenta de empoderamento. “Essa é a essência do programa: levar acesso, comunicação e letramento digital para quem mais precisa. No caso da Casa Maraká, vimos a importância do espaço como uma voz potente de indígenas, ribeirinhos, quilombolas e ativistas. Agora, com essas máquinas, eles vão mostrar sua força, no seu território, para o mundo inteiro”, afirmou.

Para Erisvan Guajajara, coordenador da Casa Maraká, o projeto simboliza a transformação do descarte em oportunidade. “Esses computadores seriam jogados fora, mas agora estão aqui, nas nossas mãos, para contarmos a nossa própria história, com o nosso olhar e através da tela do computador”, afirmou emocionado.

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A indígena Natalia Mapuá, uma das primeiras a utilizar o novo laboratório, ressaltou a importância da iniciativa para a juventude indígena e para a representatividade durante a COP30.

“Essa é a COP com a maior participação de povos indígenas da história. Achei muito potente essa ação do Ministério das Comunicações porque nos permite ecoar nossas vozes e garantir que elas cheguem a muitos outros lugares. Aqui é um espaço acolhedor, e agora, com máquinas de tanta qualidade, nos sentimos ainda mais preparados”, destacou.

A Casa Maraká é um centro de comunicação e cultura fundado pela Mídia Indígena para dar visibilidade às vozes dos povos originários por meio da produção de conteúdo, formação de comunicadores e exposições de arte. Durante a COP30, o espaço servirá também de ponto de acolhimento para indígenas de outras regiões, quilombolas, ribeirinhos, ativistas e produtores culturais.

Depois do evento, o laboratório permanecerá ativo, oferecendo cursos de informática e capacitações tecnológicas para jovens da região amazônica, deixando um legado de aprendizado e cidadania digital.

SOBRE O PROGRAMA

O Programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, transforma lixo eletrônico em oportunidades. Criado para reaproveitar e recondicionar equipamentos eletroeletrônicos, o programa já deu destino correto a mais de 10 mil toneladas de resíduos e 1,2 milhão de equipamentos, beneficiando escolas públicas, comunidades indígenas, quilombolas e rurais em 1.200 municípios brasileiros.

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Até o momento, já foram doados 65 mil computadores, criados 5 mil pontos de inclusão digital e capacitados mais de 66 mil brasileiros em cursos de tecnologia, uma ação que une educação, sustentabilidade e transformação social.

Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628

Fonte: Ministério das Comunicações

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