Brasília (DF) – O Governo do Brasil segue avançando na consolidação da Ferrovia Transnordestina, considerada a maior obra de infraestrutura linear em execução no Brasil. Entre os anos de 2009 e 2026, o projeto recebeu do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) um aporte histórico superior a R$ 7 bilhões em recursos públicos, mobilizados estrategicamente para impulsionar a integração logística e o desenvolvimento econômico da região Nordeste. Nesta quinta-feira (2), um novo trecho foi inaugurado no Ceará.
Do total investido por meio dos fundos regionais administrados pelo MIDR, R$ 5,88 bilhões foram provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e R$ 1,40 bilhão do Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR).
Histórico de liberações
A série histórica dos repasses aponta que as liberações de recursos via FDNE e FINOR tiveram início em 2009, com momentos de forte consolidação, como o montante de R$ 1,15 bilhão aportado em 2010. Porém, durante os anos de 2017 e 2018, bem como em quase a totalidade do período entre 2019 e 2022, a liberação de novos aportes via FDNE e FINOR foi praticamente paralisada, registrando apenas um repasse pontual de R$ 70 milhões em 2022. A obra chegou a ser paralisada por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), mas foi retomada e, mais recentemente, ganhou um ritmo sem precedentes de investimentos públicos para garantir a continuidade e a aceleração dos trabalhos.
Sob a atual gestão do Governo Federal, o apoio à Transnordestina foi intensificado de forma expressiva. Somente no período de 2023 a 2026, o MIDR liberou mais de R$ 3,6 bilhões para o projeto. O grande destaque desse intervalo foi o ano de 2025, que registrou o recorde histórico de aportes com R$ 2,51 bilhões liberados de forma combinada entre os dois fundos administrados pelo ministério.
Essa mudança de rumo reflete a decisão da atual gestão, que optou por enfrentar as pressões que sugeriam o abandono da obra devido à sua complexidade técnica e administrativa. Conforme relembra o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, o avanço da obra atualmente é resultado do esforço de muitas equipes. “Junto com o ministro Waldez Góes, estudamos possibilidades para viabilizar a entrega da ferrovia e trabalhamos para retomar os aportes nos fundos de desenvolvimento, que haviam sido paralisados em 2016”, conta.
O MIDR se debruçou sobre os impactos positivos do empreendimento para a região, tanto socioambiental quanto econômico e vem se esforçando para acelerar a obra. “Cem vagões operacionais entregues ao sistema resultam em um avanço logístico que, sozinho, equivale à retirada de 357 caminhões graneleiros das estradas, aliviando o tráfego rodoviário e reduzindo significativamente a emissão de poluentes na atmosfera”, completa o secretário Eduardo.
Testes operacionais
A concessionária iniciou, ainda em 2025, a fase de comissionamento da ferrovia. Atualmente, composições com mais de 20 vagões já circulam em testes ao longo do trecho de 585 quilômetros que liga as localidades de Bela Vista, no Piauí, a Iguatu, no centro-sul do Ceará, aproximando o Nordeste de uma nova realidade de competitividade e eficiência no transporte de cargas.
Atualmente, a Fase 1 do projeto, que liga o Porto de Pecém (CE), está com cerca de 82% de execução e tem previsão de ser finalizada em 2027. A entrega da Fase 2 está prevista para 2028. Ao todo, já são 777 km de ferrovia concluídos e mais de 276 km em obras de infraestrutura.
Na última quinta-feira (2), o presidente Lula e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, inauguraram mais 100 km da ferrovia em Quixeramobim (CE) e entregaram 100 vagões. Além disso, mais R$ 600 milhões foram anunciados para dar continuidade às obras e outros R$ 400 milhões devem ser liberados até o final de 2026.
Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional























