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Alberto Romeu Pereira
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Quinta, 05 de junho de 2014, 08h27

As 'noivas', o arame farpado e a concertina

Duas importantes lideranças do agronegócio mato-grossense deixam, por meio de licenças, a representatividade de suas respectivas instituições para incursionarem no mundo político partidário. Rui Prado, filiado ao PSD, deixa a Famato (Federação da Agricultura do Estado de Mato Grosso), enquanto que Carlos Fávaro (PP) a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso). Ambos estão amparados pela legislação eleitoral para entrega dos cargos, que vence hoje, dia 5. 

Rui Prado é ligado ao governador Silval Barbosa (PMDB) que tem como eventual candidato ao governo o ex-juiz federal Julier Sebastião e o deputadoe estadual José Riva (PSD), além do PT com Lúdio Cabral.

Fávaro poderá somar numa eventual vice-governadoria com Pedro Taques (PDT) crítico ao governo Silval Barbosa, mas que levou consigo o Democratas de Jayme e Júlio Campos e soma ainda com o PSB de Mauro Mendes, prefeito de Cuiabá. É a reinvenção da Física Quantica.  

A Famato foi criada em 1965 e representa todos os sindicatos rurais de Mato Grosso, o que corresponde a cerca de 33 mil produtores em Mato Grosso. A sua base de trabalho está ancorada na produção de informação estratégica para orientação ao produtor, na articulação política institucional e na disseminação de know-how para os produtores rurais... etc.

A Aprosoja está direcionada a produtores das culturas de de soja e milho de Mato Grosso e foi criada em 2005 e desenvolve ações e projetos que visam o crescimento sustentável da cadeia produtiva da soja e do milho em Mato Grosso e, apesar da sede em Cuiabá, possui núcleos de representatividade nos Sindicatos Rurais das maiores cidades sojicultoras do estado. Consta que tem 5 mil associados, que seriam todos de peso econômico e em toneladas de grãos.

Uma preocupação que vem das lavouras é que a decisão por parte de Rui Prado e Carlos Fávaro poderá representar um racha entre os produtores e o foco dos objetivos das entidades sejam desvirtuados.  

_ O importante seria o bom-senso entre eles para manter o equilíbrio das duas importantes instituições que conduzem o agronegócio em Mato Grosso. A questão [política partidária] vai atingir a base e isso será muito perigoso para quem depende delas. Ambos representam a 'noiva' da vez, mas num quadro muito diferente de quando Blairo Maggi (PR) lançou-se determinado a ser governador do Estado, em 2003. A pontuação (através de conversa informal) é de alguns líderes da produção agrícola.

Lembram que hoje há um franco-atirador no processo político [referindo-se a Pedro Taques] e que não há, concretamente, propósito de governo, senão ocupa-lo por um objetivo político. Os produtores entendem ainda que Julier poderia surpreender o eleitor, não fosse o tsunami que está representando a Operação Ararath, da Polícia Federal, pois vai faltar-lhe conteúdo no discurso. E, Blairo Maggi, procura a placa do bitrem que o atropelou.

Com um governo que até tenha feito obras, referindo-se a Silval Barbosa, mas que foi infeliz no percurso por não valorizar o 'todo' e conclui o mandato nú, o espaço está favorável à oposição, que poderá 'levar' num discurso ofensivo e sem propostas compromissadas. 

Passado o dia 5 de outubro o arame farpado poderá estar mais para concertina.

Alberto Romeu Pereira é jornalista em Mato Grosso. E-mail romeu@plantaonews.com.br
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