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Alberto Romeu Pereira
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Terça, 16 de julho de 2013, 09h56

Telexfrito, Bruim e a comodidade

A febre da Telexfree em todo o território nacional levou muita gente a acreditar em contos de fada, em papai noel, em coelhinho da páscoa e até em mula sem cabeça. Menos que estava sendo lubridiado.

O mais comum era o cidadão ser estar em uma loja, em órgãos públicos e sempre aparecer um "divulgador" da Telexfree oferecendo vantagens. Isso durante o seu expediente de trabalho, ganhando salários, FGTS, INSS, hora extra, alimentação, vale transporte do empregador. E ainda reclamando por melhores condições de trabalho, hora extra, mais ar condicionado, enfim...

E as concorrentes entraram no mercado em busca de uma fatia e no embalo daquele que teria sido um caso de sucesso.

Para desespero das empresas constituidas com CNPJ, apareceu a BBom, que para tentar ter lastro comercializava rastreadores veiculares, mas com características de pirâmide como também surgiu a Telexfree com um sistema de comunicadores.

Diante de tanta agoração, agora as empresas ganham novas referências, como Telexfrito e Bruim... isso se se encontrar algum estimulado "vendedor do grande negócio".

Agora, é conviver com a cara de paisagem de uma galera que vai ter que trabalhar e saber que ganho fácil não existe. 

Teve "investidor" que diante da estimulante proposta, chegou a pegar dinheiro em bancos para investir em cotas na Telexfree e na Bbom. Oras, se dinheiro não pode ficar parada, logo vamos mexer da forma mais cômoda possível.

O que é intrigante é que o Ministério da Justiça (leia-se Polícia Federal) foram bloqueados R$ 300 milhões de reais de uma só vez da empresa. E ainda três carros caríssimos. E o pega continuou.

Em Mato Grosso foi louvável a atitude do Ministério Público em proibir seus servidores a atuar no esquema, o que não foi seguido pelos demais órgãos do governo, das prefeituras e das câmaras municipais do Estado. 

É importante que investiduras dessa natureza sigam regras mínimas como registro nós órgãos econômicos brasileiro, assim como ocorrem com as cooperativas e bancos privados.

Outro detalhe intrigante: enquanto milhares de divulgadores trabalhavam para os ditos esquemas não foi gerado nenhum vínculo empregatício? Não ganhavam hora extra? Nem FGTS, nem INSS?... Trabalhavam à noite e não ganhavam insalubridade ou periculosidade? De fato ninguém tinha tal benefício. E quem perdia era o governo!... Em parte, já que este "trabalhador" da Telexfree ou da Bbom tinha emprego fixo, em empresas privadas ou em órgãos público e um bobo da corte pagava a "segurança " do tal divulgador que em grande maioria trabalhava no contra, fazendo sua rede ganhar mais e mais agregados.

Que tal conduta provoque a atenção também do Ministério do Trabalho para colocar na balança o peso de tais práticas e, considere em casos que surgirem, as lesões sofridas por empregadores que já não se suportam com  todo esse custo Brasil... e mais recente das pirâmides que invadiram o mercado.

Alberto Romeu Pereira é jornalista em Mato Grosso. E-mail romeu@plantaonews.com.br
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